As ações internacionais mais recomendadas para dezembro, segundo grandes bancos e corretoras

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 07 de dezembro de 2025

Os mercados norte-americanos encerraram novembro em clima de oscilação, mas ainda acumulando fortes avanços no ano. A Nasdaq teve queda moderada no mês, porém segue com mais de 21% de valorização em 2025. O S&P 500, mesmo com um mês travado, continua em trajetória positiva com mais de 16% no ano. Esse comportamento reflete as incertezas em torno do ciclo de juros nos Estados Unidos e a atenção crescente sobre o ritmo de crescimento da inteligência artificial, que segue como um dos motores principais do mercado global.

Nesse cenário, bancos e corretoras revisaram suas carteiras internacionais e destacaram empresas com fluxo de receita previsível, baixa alavancagem, margens elevadas e forte capacidade de continuar crescendo mesmo sem grandes desembolsos adicionais de capital. O InfoMoney consolidou os ativos mais citados nas carteiras recomendadas para dezembro e, neste grupo, quatro nomes se repetiram: Alphabet, Amazon, Berkshire Hathaway e TSMC.

A tabela abaixo resume a frequência com que cada papel apareceu nas recomendações e o desempenho recente em 30 dias:

EmpresaNº de recomendaçõesPerformance em 30 dias
Alphabet (GOGL34)312,67%
Amazon (AMZO34)5-4,63%
Berkshire Hathaway35,80%
TSMC (TSMC34)4-3,91%

A Alphabet, holding controladora do Google, voltou a ocupar posição de destaque entre as recomendações após apresentar um trimestre considerado exemplar. A companhia superou a marca de 100 bilhões de dólares em receita no período, com avanço expressivo do Google Cloud e uma aceleração relevante nos investimentos em infraestrutura relacionada à inteligência artificial. Analistas também ressaltam que a empresa tem se fortalecido em chips próprios, como os TPUs, e que o lançamento do Gemini consolidou sua posição em uma corrida tecnológica que tende a continuar aquecida em 2026. Depois de meses em desempenho tímido, a Alphabet reassumiu protagonismo e voltou a figurar entre as maiores gigantes globais.

A Amazon, outro nome presente na maioria das carteiras, continua sendo vista como referência em diversificação operacional e escala. O desempenho da AWS segue como principal pilar da empresa, com crescimento anual de 20 por cento e margens em expansão. Analistas destacam ainda o avanço no varejo digital, a força do segmento de assinaturas e o papel crescente da empresa no mercado de publicidade. O guidance de lucro operacional acima do esperado reforçou a percepção de que, mesmo com volatilidade no curto prazo, a companhia mantém vantagem competitiva sólida para os próximos anos.

Entre as empresas tradicionais, a Berkshire Hathaway permanece como símbolo de robustez e disciplina na gestão de capital. A holding controlada por Warren Buffett atingiu caixa recorde de 382 bilhões de dólares e continua equilibrando participações em setores como tecnologia, serviços financeiros, energia e bens de consumo. Apesar das discussões envolvendo a sucessão de Buffett, analistas apontam que a liderança de Greg Abel tende a manter a estratégia de alocação estruturada que caracteriza a companhia há décadas. O desempenho recente mais moderado não alterou a avaliação geral de que a empresa segue como porto seguro em momentos de maior incerteza econômica.

A TSMC também aparece repetidamente entre os papéis recomendados. A fabricante taiwanesa de semicondutores é considerada peça central na expansão global da inteligência artificial e das infraestruturas de alta performance. A companhia concluiu a etapa de produção em massa de chips de 5 nanômetros e avança no desenvolvimento das tecnologias de 3nm e 2nm, essenciais para aplicações que vão de data centers a dispositivos de consumo. Bancos e corretoras destacam que a empresa deve permanecer na liderança do setor devido aos seus investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento e à crescente demanda por capacidade computacional em praticamente todos os segmentos.

O conjunto dessas recomendações mostra que, apesar das incertezas envolvendo juros e tensões políticas, o investidor global continua buscando empresas capazes de gerar valor mesmo em cenários desafiadores. Modelos de negócio resilientes, presença dominante em setores estratégicos e forte vantagem competitiva explicam por que Alphabet, Amazon, Berkshire Hathaway e TSMC ocupam espaço central nas carteiras internacionais para dezembro.


Visão Bolso do Investidor

Para o investidor brasileiro, esses ativos podem funcionar como proteção estrutural e como forma de exposição às principais forças que moldam a economia global. A diversificação internacional reduz riscos locais e reforça o potencial de retorno de longo prazo, especialmente em setores movidos por tecnologia, inteligência artificial e eficiência operacional. Mesmo com volatilidade pontual, essas empresas demonstram consistência histórica e capacidade comprovada de atravessar ciclos econômicos complexos, o que as torna candidatas naturais para compor carteiras com foco em construção de patrimônio.


Fontes:

  • InfoMoney