Banco Master: quem recebe primeiro os valores do FGC?

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 17 de janeiro de 2026

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou neste sábado (17) o processo de ressarcimento aos investidores que possuíam CDBs do Banco Master, dois meses após a decretação da liquidação extrajudicial da instituição. Ao todo, serão pagos cerca de R$ 40,6 bilhões, o equivalente a aproximadamente um terço do caixa total do FGC, estimado em R$ 125 bilhões. Cada investidor tem direito à cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, o que torna essa a maior operação de pagamento já realizada pelo fundo garantidor no Brasil.

Uma das principais dúvidas dos investidores diz respeito à ordem de pagamento. Não existe prioridade baseada no valor aplicado. Na prática, quem concluir o cadastro primeiro tende a receber antes, desde que todas as informações estejam corretas e a documentação seja validada pelo FGC. Os valores a serem pagos correspondem ao montante investido acrescido dos juros até a data da liquidação do Banco Master, ocorrida em 18 de novembro de 2025. Não haverá correção adicional pela Selic ou pela inflação entre a data da liquidação e o momento do pagamento.

O FGC cobre produtos tradicionais de renda fixa, como poupança, saldo em conta corrente, CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, Letras Hipotecárias e Letras de Câmbio. Apesar disso, o ressarcimento não é automático. Investidores pessoas físicas precisam se cadastrar no aplicativo oficial do FGC, realizar biometria, enviar os documentos solicitados e indicar uma conta bancária de mesma titularidade para o crédito. Já as pessoas jurídicas devem fazer o pedido por meio do Portal do Investidor, informando uma conta vinculada ao mesmo CNPJ.

O fundo reforça que não entra em contato com investidores para solicitar dados sensíveis e alerta para a possibilidade de golpes, especialmente em momentos de grande repercussão como este. Todo o processo deve ser iniciado exclusivamente pelos canais oficiais.

Visão Bolso do Investidor

O caso do Banco Master reforça que, embora o FGC ofereça uma importante camada de proteção ao investidor de renda fixa, ele não elimina riscos operacionais nem garante liquidez imediata. O episódio evidencia a importância de respeitar os limites de cobertura, diversificar emissores e evitar concentração excessiva em instituições menores. Mais do que buscar rentabilidade, a gestão de risco continua sendo um dos pilares centrais para a preservação do patrimônio no longo prazo.

Fontes: InfoMoney