Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 3 de novembro de 2025

A BB Seguridade (BBSE3) reportou um lucro líquido gerencial de R$ 2,56 bilhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25), representando uma alta de 13,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Esse é o maior lucro trimestral recorrente da companhia desde o IPO, em 2013, segundo informou o grupo nesta segunda-feira (3).
O resultado operacional combinado das empresas do grupo apresentou crescimento de 2,4% (líquido de impostos), enquanto o resultado financeiro teve destaque ao avançar 55,1%, alcançando R$ 713,6 milhões.
Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo aumento do saldo médio de aplicações financeiras, pela alta da taxa Selic e, no caso da Brasilprev, pela deflação do IGP-M, que reduziu o custo do passivo associado aos planos de benefício definido.
Lucro acumulado em nove meses ultrapassa R$ 6,8 bilhões
No acumulado dos nove primeiros meses de 2025, o lucro líquido gerencial recorrente da BB Seguridade somou R$ 6,8 bilhões, um crescimento de 13,7% (R$ 818,3 milhões a mais) frente ao mesmo período de 2024.
O avanço foi sustentado pelo crescimento dos prêmios ganhos, maiores receitas de corretagem, redução da sinistralidade e melhora do resultado financeiro consolidado.
O resultado operacional não decorrente de juros ficou acima das projeções do grupo, com crescimento acumulado de 5,9% — superior ao intervalo projetado de 1% a 4% para o ano.
Entretanto, os prêmios emitidos pela Brasilseg recuaram 7,9% entre janeiro e setembro, desempenho pior que o intervalo estimado de queda de 1% a 4%.
Já as reservas de previdência da Brasilprev avançaram 9%, atingindo a base inferior da previsão anual, que variava entre 9% e 12%.
Gestão destaca foco em inovação e resultados consistentes
Em comunicado, o presidente da BB Seguridade, Delano Valentim de Andrade, comemorou o resultado e reforçou a estratégia de longo prazo:
“Este é meu primeiro trimestre à frente da companhia, e ao divulgarmos mais um desempenho consistentemente positivo, fruto de uma estratégia centrada no cliente, podemos ter tranquilidade que nossos esforços estão sendo empenhados na direção certa.
Estamos comprometidos em oferecer soluções inovadoras, personalizadas e sustentáveis, e continuamos avançando para sermos a referência brasileira em proteção, segurança e tranquilidade.”
Desempenho por companhia
Brasilseg:
O lucro líquido gerencial recorrente cresceu 7,2% frente ao 3T24, impulsionado pela alta de 51,1% do resultado financeiro, resultado da maior taxa média Selic.
O resultado operacional não decorrente de juros avançou 2,9%, com crescimento de 6,8% nos prêmios ganhos retidos, impulsionado pelo reconhecimento de receitas de vendas de períodos anteriores.
Brasilprev:
O lucro líquido gerencial recorrente foi de R$ 709,5 milhões, alta de 19,1% em relação ao 3T24.
O crescimento foi sustentado por melhor resultado financeiro (+35%) e menor custo do passivo devido à deflação.
O resultado operacional não decorrente de juros também subiu 4,1%.
Brasilcap:
A arrecadação avançou 5,4%, apoiada na maior venda de títulos de pagamento mensal e no incremento do ticket médio.
O lucro líquido da operação de capitalização cresceu 31,1% sobre 2024, refletindo expansão do saldo médio de ativos rentáveis e melhora de 1,3 p.p. na margem financeira.
BB Corretora:
Apresentou crescimento de 9,3% no lucro líquido, com avanço de 4,2% nas receitas de corretagem, impulsionadas pela apropriação de comissões de vendas realizadas em períodos anteriores.
Visão Bolso do Investidor
O desempenho da BB Seguridade reforça a força do setor de seguros e previdência em um ambiente de juros elevados e recuperação gradual da atividade econômica.
O resultado expressivo e acima das projeções reflete eficiência operacional, diversificação de produtos e bom gerenciamento financeiro, fatores que tornam a companhia uma referência defensiva na Bolsa.
Para o investidor, o caso da BB Seguridade é exemplo de empresa resiliente, com baixo endividamento e forte geração de caixa, características valorizadas em momentos de volatilidade.
Fontes:
- InfoMoney
