BBI vê “desconto injustificado” no Grupo SBF e eleva recomendação; potencial de alta de 45%

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 13/10/2025

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações do Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro, de neutra para compra, fixando preço-alvo em R$ 17,00. O novo patamar implica potencial de alta de 45% em relação ao fechamento da última sexta-feira (R$ 11,76). Na manhã desta segunda-feira (13), às 11h06, os papéis avançavam 2,81%, cotados a R$ 12,09.

Segundo o banco, mesmo com premissas conservadoras, a companhia dispõe de alavancas sólidas para retomar o crescimento do lucro no curto prazo. A projeção é que os resultados atinjam o piso no 3º trimestre de 2025, com problemas internos amplamente endereçados e impulso adicional da Copa do Mundo, no meio do ano. Na avaliação da casa, esse quadro cria assimetria atrativa para o investidor, aumentando a probabilidade de fechamento do “desconto de múltiplos” observado na ação — hoje em torno de 30%, acima da média histórica de 20% — e abrindo espaço para revisões positivas nas projeções.

O BBI trabalha com múltiplo-alvo P/L de 8,5 vezes, em linha com pares do setor, e estima lucro líquido de R$ 402 milhões em 2025 e R$ 486 milhões em 2026. O relatório cita, ainda, maior visibilidade para a trajetória de recuperação a partir do 4º trimestre de 2025, apoiada por produtividade de vendas da Centauro já ajustada desde o 1º trimestre de 2025 e com tendência de persistência, margem bruta da Fisia próxima ao piso no 3º trimestre de 2025 e uma estratégia mais focada no core da operação.

Embora a recomendação para SBF tenha sido elevada, o BBI mantém cautela com o varejo de vestuário e lifestyle como um todo, notando que muitas teses domésticas seguem pressionadas e negociando entre 8,0 e 9,5 vezes P/L para 2026, com pouca margem para arbitragem ou revisões. Dentro desse cenário desafiador, a instituição enxerga o Grupo SBF como um dos nomes mais bem posicionados para superar o setor nos próximos 6 a 12 meses, ao lado da C&A (CEAB3).

Fechamento

A mudança de recomendação do BBI recoloca SBFG3 no radar de quem busca assimetria de valor no varejo. O desempenho da ação, contudo, seguirá atrelado à execução da agenda interna de eficiência e à capacidade de captura dos gatilhos de curto prazo descritos pelo banco — entre eles, normalização operacional, melhora de margens e eventual redução do “desconto de múltiplos” à medida que o mercado ganhe confiança na trajetória de resultados.


Fontes:

InfoMoney