Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 17 de novembro de 2025

Outubro foi um dos meses mais turbulentos do ano para o mercado cripto. O Bitcoin (BTC) sofreu uma das maiores liquidações recentes, despencando de US$ 120 mil para US$ 102 mil em menos de 24 horas após o anúncio de novas tarifas dos EUA sobre produtos chineses. O movimento refletiu o aumento da tensão geopolítica e pressionou as demais criptomoedas.
Apesar disso, o mês terminou com dois fatores favoráveis ao setor: o corte de juros nos Estados Unidos e o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que resultou na redução das tarifas sobre produtos chineses para 47%. Mesmo assim, o Bitcoin ainda não recuperou seu valor de mercado, e o sentimento entre investidores segue cauteloso.
Para André Franco, CEO da Boost Research, há motivos para acreditar que o pior já passou. Ele aponta que novembro pode marcar a retomada do movimento de alta — caso gatilhos macro e geopolíticos se confirmem.
Todos os meses, o InfoMoney reúne recomendações de corretoras, gestoras e casas de análise. A lista de novembro inclui seis criptomoedas, com base nas indicações de nove instituições: Foxbit, Mercado Bitcoin, Empiricus, Boost Research, Bitybank, NovaDAX, Hurst Capital, MEXC e Bitso.
Criptomoedas mais recomendadas em novembro
| Criptomoeda | Nº de recomendações | Retorno em 30 dias |
| Bitcoin (BTC) | 7 | -18,17% |
| Ethereum (ETH) | 7 | -25,47% |
| Solana (SOL) | 6 | -31,78% |
| Hyperliquid (HYPE) | 5 | 2,94% |
| XRP (XRP) | 2 | -11,82% |
| Jupiter (JUP) | 2 | -21,41% |
Bitcoin (BTC)
“O Bitcoin deve ser novamente o ativo mais resiliente e estratégico do mês”, afirma André Franco. Para ele, o BTC está em uma região técnica favorável para recuperação após tocar sua máxima histórica e sofrer forte correção. Com possível melhora nas tensões comerciais e um Federal Reserve mais brando, o BTC tende a liderar o retorno do apetite por risco.
Ethereum (ETH)
Segundo Valter Rebelo, head de criptoativos da Empiricus, o Ether continua atraindo capital institucional, impulsionado pelo avanço dos ETFs spot. Dados on-chain mostram queda nos saldos de ETH em corretoras, indicando acúmulo. Atualizações técnicas na rede e maior adoção de projetos de tokenização e stablecoins reforçam o otimismo para novembro.
Solana (SOL)
Para Marcelo Person, diretor de Crypto Treasury & Markets da Foxbit, a Solana entra no mês “com o ecossistema mais aquecido”. O crescimento de aplicações em games, redes sociais cripto e pagamentos, além da expectativa de um ETF próprio no futuro próximo, sustentam o apetite dos investidores.
Hyperliquid (HYPE)
De acordo com Francis Wagner, head de criptomoedas da Hurst Capital, o token HYPE continua em rápida expansão. A plataforma se consolidou como uma das principais no segmento de derivativos on-chain, com valor de mercado em torno de US$ 14 bilhões e crescente participação institucional. O especialista avalia que o ativo tende a ganhar ainda mais espaço.
XRP (XRP)
Para Julián Colombo, diretor sênior da Bitso, a XRP apresenta uma narrativa favorável. Análises técnicas indicam consolidação em torno de US$ 3, com projeções que apontam potencial de avanço para a faixa de US$ 6 a US$ 7, dependendo de fluxo institucional e aumento de liquidez. Para investidores interessados em altcoins de grande porte, pode ser uma alternativa relevante.
Jupiter (JUP)
A Jupiter foi criada para identificar automaticamente as melhores rotas e taxas em negociações na rede Solana. Segundo Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, o volume diário da plataforma frequentemente ultrapassa US$ 1 bilhão, reforçando sua relevância. Para novembro, há expectativa de novas integrações institucionais que podem aumentar a demanda por JUP.
Visão Bolso do Investidor
O mercado cripto inicia novembro em busca de estabilidade após um mês dominado por volatilidade extrema. A lista das criptomoedas mais recomendadas mostra uma combinação de ativos consolidados — como Bitcoin e Ethereum — com projetos emergentes, destacando a diversificação como estratégia essencial no segmento.
Para investidores, o cenário indica um mês de forte dependência de fatores macroeconômicos e geopolíticos. Cortes de juros, negociações comerciais e fluxo institucional devem ser determinantes para o desempenho dos principais criptoativos.
A leitura atenta de fundamentos, liquidez e riscos é indispensável, especialmente após o impacto de outubro.
Fontes:
- InfoMoney
