Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 18 de fevereiro de 2026

O bitcoin operou próximo da estabilidade nesta terça-feira (17), permanecendo abaixo do nível de US$ 70 mil, enquanto investidores monitoraram declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) e novos dados econômicos dos Estados Unidos.
Juros e inflação influenciam o mercado cripto
O desempenho do bitcoin acompanhou parcialmente a recuperação das bolsas americanas, mas foi limitado por falas de autoridades do Fed que reforçaram cautela na condução da política monetária. Dirigentes indicaram que possíveis cortes de juros dependerão de sinais mais consistentes de queda da inflação.
Michael Barr afirmou que pode ser apropriado manter as taxas estáveis por algum tempo, enquanto Austan Goolsbee destacou que novos cortes poderão ocorrer ao longo do ano caso a inflação volte ao patamar de 2%.
Segundo o Saxo Bank, a principal questão do mercado nesta semana é se a estabilidade macroeconômica e a comunicação do banco central americano serão suficientes para retomar fluxos consistentes de investimentos em fundos negociados em bolsa ligados a criptomoedas.
Indicadores econômicos e volatilidade
Dados econômicos recentes vieram abaixo das expectativas. O índice de atividade industrial Empire State caiu para 7,1 em fevereiro, e a confiança das construtoras recuou para 36 no mesmo período.
Analistas do MUFG Bank ressaltaram que a elevada volatilidade do bitcoin ainda limita seu uso como meio de pagamento e como reserva de valor estável, já que bens e serviços raramente são precificados diretamente na criptomoeda.
Visão Bolso do Investidor
O comportamento do bitcoin tem se mostrado cada vez mais sensível às expectativas de juros nos Estados Unidos. Taxas mais altas reduzem a liquidez global e tendem a pressionar ativos de risco, incluindo criptomoedas.
Assim, dados de inflação americana e decisões do Fed continuam sendo fatores centrais para o desempenho do mercado cripto, influenciando o fluxo de capital e apetite por risco em escala global.
Fontes: InfoMoney
