Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 19 de dezembro de 2025

O Bradesco informou ao mercado nesta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 3,9 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP) complementares aos acionistas. A decisão foi divulgada por meio de fato relevante e faz parte da política de remuneração do banco aos investidores.
De acordo com o comunicado, o valor aprovado corresponde a R$ 0,351 por ação ordinária e R$ 0,386 por ação preferencial. Terão direito ao recebimento dos proventos os acionistas que estiverem registrados na base acionária da companhia no dia 29 de dezembro de 2025.
A partir de 30 de dezembro, as ações do Bradesco passam a ser negociadas na condição de “ex-juros sobre capital próprio complementares”, ou seja, sem direito ao recebimento desse pagamento específico.
O banco informou ainda que o pagamento dos proventos será realizado até o dia 31 de julho de 2026. Após a dedução do Imposto de Renda na Fonte, à alíquota de 15%, os valores líquidos a serem creditados aos acionistas serão de R$ 0,298512136 por ação ordinária e R$ 0,328363349 por ação preferencial.
A distribuição ocorre em um momento em que o setor bancário brasileiro segue operando com margens elevadas, beneficiado pelo patamar ainda alto da taxa básica de juros, o que favorece a geração de resultados financeiros robustos e a capacidade de retorno de capital aos acionistas.
Visão Bolso do Investidor
A decisão do Bradesco de distribuir quase R$ 4 bilhões em juros sobre capital próprio complementares reforça a relevância dos grandes bancos como geradores recorrentes de caixa no mercado brasileiro. Em um ambiente de juros elevados, instituições financeiras tendem a manter elevada rentabilidade, o que se reflete diretamente na política de proventos.
Para o investidor, esse tipo de anúncio ajuda a dar previsibilidade ao fluxo de rendimentos, especialmente para quem busca ativos com perfil mais defensivo e geração de renda. Ao mesmo tempo, é importante observar que o JCP possui tratamento tributário distinto dos dividendos, o que deve ser considerado no planejamento financeiro e tributário da carteira.
O movimento também sinaliza confiança do banco na solidez de seus resultados e no equilíbrio de capital, fatores relevantes na avaliação de longo prazo de ações do setor financeiro.
Fontes:
- InfoMoney
- Reuters
