Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 15 de dezembro de 2025

A Bradespar, holding de investimentos com participação relevante na Vale, aprovou o pagamento de aproximadamente R$ 587 milhões em remuneração aos acionistas, conforme fato relevante divulgado nesta segunda-feira. O montante será distribuído na forma de dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP), reforçando a política de retorno de capital da companhia.
Do total aprovado, R$ 330 milhões correspondem a dividendos, enquanto R$ 257 milhões serão pagos como juros sobre o capital próprio. A distribuição ocorrerá em etapas distintas, com datas e valores específicos definidos pelo conselho de administração.
No caso dos dividendos, R$ 250 milhões serão pagos no dia 30 de dezembro de 2025. Esse valor equivale a R$ 0,597218470 por ação ordinária e R$ 0,656940317 por ação preferencial. O saldo restante dos dividendos, no montante de R$ 80 milhões, será pago em 13 de março de 2026, correspondendo a R$ 0,191109910 por ação ordinária e R$ 0,210220901 por ação preferencial.
Já os juros sobre o capital próprio, no valor total de R$ 257 milhões, também serão pagos em 13 de março de 2026. O JCP aprovado equivale a R$ 0,613940587 por ação ordinária e R$ 0,675334646 por ação preferencial, valores brutos, antes da incidência do Imposto de Renda, conforme previsto na legislação.
Terão direito a receber os proventos os acionistas posicionados na base da companhia em 15 de dezembro de 2025. A partir do dia 18 de dezembro, as ações da Bradespar passam a ser negociadas na condição de “ex-direito”, ou seja, sem direito ao recebimento desses pagamentos.
A decisão ocorre em um momento de forte geração de caixa no setor de mineração e de maior atenção do mercado às políticas de remuneração aos acionistas, especialmente diante das mudanças tributárias previstas para os próximos anos.
Visão Bolso do Investidor
A aprovação de dividendos e juros sobre o capital próprio pela Bradespar reforça o papel das holdings como veículos relevantes de distribuição de resultados ao investidor, sobretudo quando possuem exposição a empresas com elevada geração de caixa, como a Vale. Para o investidor focado em renda, decisões como essa ganham ainda mais importância em um cenário de transição tributária, no qual o planejamento de proventos e o timing dos pagamentos passam a influenciar diretamente o retorno líquido das aplicações em ações.
Fontes:
- InfoMoney
- Reuters
