Brasil levanta US$ 4,5 bilhões em nova emissão de títulos externos com prazos de 10 e 30 anos

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 10 de fevereiro de 2026

O Tesouro Nacional captou US$ 4,5 bilhões em sua primeira emissão de títulos públicos no mercado internacional em 2026. A operação incluiu o lançamento de um novo papel de 10 anos, com vencimento em 2036, e a reabertura de títulos de 30 anos, conhecidos como Global 2056. De acordo com informações de mercado, o novo título de 10 anos movimentou US$ 3,5 bilhões, enquanto a reabertura do papel de 30 anos somou US$ 1 bilhão.

Taxas e condições da operação

A remuneração oferecida aos investidores foi de 6,40% ao ano no papel com prazo de 10 anos e de 7,30% ao ano no título de 30 anos. O resultado detalhado da captação ainda deve ser divulgado oficialmente pelo Tesouro. A operação foi coordenada por um grupo de bancos formado por HSBC, JPMorgan Chase, Banco Santander e Sumitomo Mitsui Banking Corporation.

Objetivos estratégicos

Segundo comunicado divulgado mais cedo, o Tesouro busca dar continuidade à estratégia de fortalecer a liquidez da curva de juros soberana brasileira em dólar no mercado externo. A medida também tem como meta criar referências de preço para empresas que captam recursos internacionais e antecipar o financiamento de compromissos da dívida em moeda estrangeira.

A presença frequente do Brasil no mercado internacional é vista como forma de manter o país visível a investidores globais e aproveitar janelas favoráveis de custo de captação.

Histórico recente

A última emissão externa havia ocorrido em novembro, quando o governo levantou US$ 2,25 bilhões com papéis de prazo intermediário, além de reabrir títulos de 10 anos. Com a nova captação, o Tesouro reforça o alongamento do perfil da dívida pública e diversifica as fontes de financiamento do governo.

Visão Bolso do Investidor

Emissões externas influenciam o custo de crédito do país no exterior e servem de parâmetro para empresas brasileiras que buscam financiamento em dólar. Taxas mais baixas indicam maior confiança do investidor estrangeiro, enquanto spreads elevados podem pressionar o câmbio e o custo de captação corporativa. Para investidores, acompanhar essas operações ajuda a entender a percepção de risco do Brasil no cenário internacional.

Fontes: Reuters; InfoMoney