Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 15 de dezembro de 2025

O Brasil se consolidou como o maior mercado mundial de carros blindados, movimentando cerca de R$ 3,5 bilhões por ano, impulsionado pelo aumento da percepção de insegurança nas grandes cidades. A produção nacional é quatro vezes maior que a do segundo colocado no ranking global, o México.
O crescimento reflete a rotina urbana de milhões de brasileiros, especialmente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde longos deslocamentos e congestionamentos aumentam a exposição a crimes. A blindagem, antes restrita a autoridades e grandes empresários, passou a ser vista como uma camada adicional de proteção por famílias de classe média e alta.
Atualmente, cerca de 400 mil veículos blindados circulam no país. Só em 2024, a produção avançou 17%, alcançando mais de 34 mil unidades, e a expectativa do setor é chegar a 40 mil veículos em 2025. A queda de aproximadamente 25% nos preços da blindagem na última década, hoje entre R$ 80 mil e R$ 100 mil no nível mais comum, ampliou o acesso à tecnologia.
Além do mercado interno aquecido, o Brasil desenvolveu um ecossistema industrial sofisticado, com produção local de vidros balísticos e materiais de proteção, tornando-se também exportador de tecnologia e serviços de blindagem para outros países.
Visão do Bolso do Investidor
Do ponto de vista financeiro, a decisão de blindar um veículo deve ser analisada como um custo de proteção e não como um investimento financeiro tradicional. A blindagem tende a aumentar a liquidez do carro em grandes centros urbanos, mas dificilmente gera valorização proporcional ao custo adicional pago. Para quem prioriza organização financeira, o mais importante é avaliar o impacto da blindagem no orçamento total, incluindo manutenção, seguro e possível redução de eficiência do veículo. Em alguns casos, o gasto faz sentido como proteção patrimonial e pessoal, mas não substitui pilares básicos como reserva de emergência, seguro adequado e planejamento financeiro de longo prazo.
Fontes: Infomoney
