Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 11 de dezembro de 2025

Carlos Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quinta-feira (11) que renunciará ao mandato de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para transferir seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, onde pretende concorrer ao Senado nas eleições de 2026. A decisão encerra um ciclo de 16 anos de mandatos consecutivos na Câmara carioca. Durante a abertura da sessão, Carlos afirmou que a mudança representa um chamado que não poderia atender permanecendo no Rio. Disse que deixa a cidade com “o coração cheio de saudade”, mas convicto de que cumpre “uma missão maior”, reforçando que sua saída não deve ser interpretada como fuga, mas como continuidade de uma luta política que acompanha desde o início da carreira.
O vereador também mencionou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Carlos declarou que o pai vive “uma vida injusta” e apontou contradições e vícios no processo que levou à prisão. Em discurso emocionado, afirmou que Bolsonaro “não está derrotado” e que “a Justiça abrirá a porta que querem manter fechada”.
O presidente da Câmara do Rio, Carlos Caiado (PSD), elogiou a trajetória de Carlos Bolsonaro, destacando sua atuação intensa ao longo de quase duas décadas, além de sua sinceridade e lealdade, mesmo em meio a divergências políticas. Carlos Bolsonaro iniciou sua vida pública em 2000, aos 17 anos, tornando-se o mais jovem vereador eleito do país. Desde então, acumulou 16 mandatos consecutivos e chegou a ser o vereador mais votado do Rio em duas eleições.
Visão Bolso do Investidor
A renúncia de Carlos Bolsonaro e sua mudança para Santa Catarina reforçam a tendência de reacomodação política para 2026, um cenário que costuma elevar a volatilidade dos mercados, principalmente nas semanas seguintes ao anúncio. Esse tipo de movimento pressiona expectativas fiscais, mexe na percepção de risco e pode influenciar diretamente câmbio, juros futuros e preços de ativos ligados à economia doméstica. Para o investidor, é essencial acompanhar o cenário político sem tomar decisões precipitadas, privilegiando diversificação, reserva de emergência e alocações compatíveis com seu perfil para atravessar períodos de incerteza com segurança.
Fontes: Infomoney
