Cesta básica sobe em 17 capitais em dezembro e pressiona custo de vida

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 8 de janeiro de 2026

O custo da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras em dezembro de 2025, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab. Em João Pessoa, o valor médio ficou estável, enquanto nas demais capitais houve queda.

O maior avanço foi registrado em Maceió, onde a cesta subiu 3,19% no mês. Na sequência aparecem Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). Já as maiores reduções ocorreram no Norte do país, com destaque para Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Entre os itens que mais pressionaram os preços, a carne bovina de primeira teve alta em 25 das 27 capitais, reflexo de demanda aquecida, interna e externa, e oferta mais restrita. A batata também subiu praticamente em todo o país, com exceção de Porto Alegre, onde houve queda de 3,57%. No Rio de Janeiro, o aumento chegou a 24,10%, influenciado por chuvas e pelo fim da colheita.

São Paulo segue como a capital com a cesta básica mais cara do país, ao custo médio de R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Com base no valor da cesta mais elevada, o Dieese estima que o salário mínimo necessário em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83, o equivalente a 4,68 vezes o mínimo vigente à época, para atender às despesas básicas previstas na Constituição.

Visão Bolso do Investidor

A alta disseminada da cesta básica reforça a pressão inflacionária sobre alimentos, especialmente proteínas, e ajuda a explicar a cautela com cortes de juros. Para as famílias, o impacto direto é a perda de poder de compra; para o investidor, o dado sinaliza atenção a setores sensíveis ao consumo e à inflação de alimentos no curto prazo.

Fontes: InfoMoney