Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 25 de fevereiro de 2026

O governo chinês afirmou que poderá adotar medidas de resposta caso os Estados Unidos avancem com novas tarifas comerciais. A declaração foi feita pelo Ministério do Comércio da China após comentários do representante comercial americano sobre a continuidade de investigações envolvendo o cumprimento do acordo econômico firmado entre os dois países.
Segundo Pequim, desde a entrada em vigor do chamado acordo de “fase um”, em 2020, o país tem cumprido suas obrigações mesmo diante dos efeitos da pandemia e das rupturas nas cadeias globais de suprimentos. O governo chinês sustenta que adotou medidas relacionadas à proteção de propriedade intelectual, ampliou a abertura de mercados financeiros e agrícolas e promoveu maior cooperação comercial.
Acusações cruzadas
As autoridades chinesas também acusaram Washington de adotar políticas que dificultam a implementação do acordo, citando o endurecimento de controles de exportação, restrições a investimentos bilaterais e novas medidas econômicas consideradas de contenção.
De acordo com o ministério, os dois países realizaram diversas rodadas de consultas econômicas ao longo do último ano e alcançaram entendimentos em áreas como comércio agrícola, suspensão de tarifas recíprocas e investimentos. Ainda assim, Pequim declarou esperar que os Estados Unidos tratem a aplicação do acordo de forma objetiva e evitem transferir responsabilidades.
Caso as investigações resultem em novas tarifas, a China afirmou que tomará todas as providências consideradas necessárias para proteger seus interesses econômicos. As tensões ocorrem às vésperas de um encontro bilateral previsto para abril entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping.
Visão Bolso do Investidor
Disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo costumam influenciar mercados globais. A possibilidade de novas tarifas pode afetar cadeias de produção, comércio internacional e expectativas de crescimento econômico.
Para investidores, o aumento da incerteza comercial tende a impactar commodities, bolsas e moedas. Países exportadores e mercados emergentes, como o Brasil, costumam sentir reflexos tanto no câmbio quanto no desempenho de empresas ligadas ao comércio exterior.
Fontes: Estadão Conteúdo; InfoMoney
