Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 24 de fevereiro de 2026

Parlamentares intensificaram as articulações para ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça o dispensou de comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS. A decisão levou senadores e comissões do Congresso a buscar alternativas para viabilizar o depoimento.
O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana, informou que a Advocacia do Senado recorreu ao Supremo para tentar reverter a determinação. Segundo ele, embora Vorcaro seja investigado em inquérito da Polícia Federal, na CPI seria ouvido como testemunha, condição que, na avaliação do parlamentar, obrigaria o comparecimento.
O senador afirmou que, caso a obrigatoriedade seja restabelecida, pretende exigir a presença presencial em Brasília e não aceitar depoimento remoto.
Estratégias diferentes no Congresso
Paralelamente, a senadora Damares Alves apresentou requerimentos em colegiados distintos propondo alternativas para a oitiva. Entre as possibilidades estão a realização do depoimento na Assembleia Legislativa de São Paulo ou por videoconferência a partir do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, sob supervisão judicial.
Na Comissão de Assuntos Econômicos, que também pretende ouvir o banqueiro, uma audiência está prevista, mas ainda não há confirmação de participação. Três formatos seguem em discussão: deslocamento da comissão a São Paulo, participação por videoconferência ou audiência presencial na capital federal.
A defesa de Vorcaro avalia a possibilidade de comparecimento remoto, sem decisão definitiva até o momento. O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos indicou que aceita a modalidade virtual, postura diferente da adotada pela CPI, que mantém preferência por depoimento presencial.
Visão Bolso do Investidor
Investigações e comissões parlamentares envolvendo instituições financeiras tendem a aumentar a atenção do mercado sobre governança e riscos do sistema bancário. Depoimentos e esclarecimentos públicos influenciam a percepção de transparência e podem impactar expectativas de investidores.
Em termos econômicos, casos dessa natureza costumam gerar volatilidade no curto prazo e maior cautela em operações de crédito e investimentos relacionados ao setor financeiro. O avanço das apurações e a definição de responsabilidades ajudam a reduzir incertezas e contribuem para a previsibilidade institucional.
Fontes: Agência O Globo
