Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 10 de dezembro de 2025

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (10) manter a Selic em 15% ao ano, em decisão unânime e alinhada às expectativas do mercado. Esta é a quarta reunião consecutiva em que a taxa permanece nesse patamar, refletindo a estratégia do Banco Central de sustentar juros elevados por um período prolongado para garantir a convergência da inflação à meta.
No comunicado, o BC afirmou que o ambiente global segue incerto, especialmente devido à política econômica dos Estados Unidos e ao aumento das tensões geopolíticas, fatores que exigem ainda mais prudência por parte de economias emergentes. No cenário doméstico, indicadores mostram moderação no crescimento do PIB, inflação ainda acima da meta e um mercado de trabalho resiliente, combinação que sustenta a necessidade de uma política monetária mais firme.
Apesar de algum arrefecimento recente nos índices de preços, as expectativas de inflação seguem desancoradas, com projeções acima da meta tanto para 2025 quanto para 2026. O Comitê ressaltou que os riscos inflacionários continuam elevados, mencionando possíveis pressões vindas de serviços, câmbio depreciado e incertezas fiscais. O BC reforçou que a estratégia atual, manter a Selic em patamar significativamente contracionista, continuará enquanto necessário. O Comitê também destacou que está preparado para ajustar a política monetária caso o comportamento da inflação exija, incluindo a possibilidade de retomar aumentos nos juros.
Visão Bolso do Investidor
Para o investidor, a mensagem central do Copom é clara: cautela máxima. A manutenção da Selic em 15% reforça que o Banco Central ainda não vê espaço para cortes no curto prazo, especialmente diante das expectativas desancoradas e da incerteza fiscal.
Isso mantém a renda fixa atrativa, principalmente títulos pós-fixados e indexados à inflação, mas também prolonga um ambiente desafiador para ativos de risco, como ações e fundos imobiliários. A trajetória dos juros seguirá dependendo do comportamento inflacionário, das decisões do Fed e da credibilidade da política fiscal brasileira nos próximos meses.
Fontes: Estadão Conteúdo; Infomoney
