Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 20 de dezembro de 2025

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou a leitura de que o Banco Central reconhece a melhora do cenário inflacionário, mas seguirá atuando com cautela na condução da política monetária. Segundo análise da XP, o início do ciclo de cortes da taxa Selic deve ocorrer apenas em março de 2026, e não já em janeiro, como parte do mercado vinha especulando.
De acordo com a casa de análise, apesar do avanço no processo de deflação, ainda persistem vetores inflacionários relevantes, o que exige prudência por parte da autoridade monetária. A sinalização do Banco Central aponta para a manutenção dos juros em patamares elevados por mais tempo, reforçando o compromisso com a convergência da inflação à meta.
A XP avalia que a decisão reflete um cenário macroeconômico que, embora mais favorável do que nos meses anteriores, ainda demanda atenção, especialmente diante das incertezas fiscais e do comportamento da atividade econômica. Assim, o início do ciclo de flexibilização monetária tende a ser mais gradual e condicionado à consolidação dos dados positivos.
Visão Bolso do Investidor
Para o investidor, o adiamento do corte de juros reforça a importância de estratégias defensivas no curto prazo, com valorização de ativos atrelados à renda fixa e foco em empresas mais resilientes. Ao mesmo tempo, o sinal de que o ciclo de queda se aproxima abre espaço para planejamento gradual de realocação de portfólio, especialmente visando oportunidades que tendem a se beneficiar de juros mais baixos ao longo de 2026.
Fontes: Infomoney
