Desemprego cai para 5,2% em novembro e atinge menor nível da série histórica, aponta IBGE

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 30 de dezembro de 2025

A taxa de desemprego no Brasil recuou mais do que o esperado e atingiu 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O resultado ficou abaixo da mediana das projeções do mercado, que apontava taxa de 5,4% no período, segundo pesquisa da Reuters. O desempenho reforça a resiliência do mercado de trabalho brasileiro mesmo em um ambiente de juros elevados.

Na comparação com o trimestre móvel anterior, encerrado em agosto de 2025, a taxa de desemprego recuou 0,4 ponto percentual. Em relação ao mesmo período de 2024, a queda foi ainda maior, de 0,9 ponto percentual.

Ocupação e renda em níveis recordes

O número de pessoas ocupadas alcançou 103,2 milhões, o maior patamar da série histórica. Ao mesmo tempo, a população desocupada somou 5,644 milhões de pessoas, também o menor contingente já registrado desde o início da pesquisa.

A melhora no mercado de trabalho veio acompanhada de avanço na renda. O rendimento real habitual do trabalhador cresceu 1,8% em relação ao trimestre móvel anterior e atingiu o valor recorde de R$ 3.574.

Juros elevados seguem no radar

Apesar do desempenho positivo do mercado de trabalho, o Banco Central do Brasil mantém a taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível em cerca de duas décadas. A política monetária segue focada no controle da inflação e na convergência para a meta contínua de 3%, sem indicação, até o momento, de quando poderá ser iniciado um ciclo de cortes nos juros.

Visão Bolso do Investidor

A queda do desemprego para o menor nível da série histórica, combinada com renda em alta, indica fortalecimento da atividade econômica e maior capacidade de consumo das famílias. Para o investidor, esse cenário pode favorecer setores ligados ao mercado interno, ao mesmo tempo em que mantém o debate sobre os limites da política monetária restritiva, já que um mercado de trabalho aquecido tende a influenciar as expectativas de inflação e as decisões futuras sobre juros.

Fontes: Reuters