Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 03 de dezembro de 2025

O investimento global em inteligência artificial deve entrar em uma nova fase em 2026. Segundo projeções de consultorias e analistas do setor, após anos de expansão da infraestrutura e dos modelos de IA, o próximo ciclo será marcado pela monetização efetiva dessas tecnologias, com impactos diretos no ambiente corporativo e no consumo.
A consultoria Gartner estima que os gastos mundiais com IA ultrapassem US$ 2 trilhões em 2026. Esse avanço será puxado pela integração crescente de inteligência artificial em smartphones, computadores, softwares corporativos e em áreas essenciais de infraestrutura. A velocidade de adoção, no entanto, deve variar entre empresas, influenciada por fatores como ambiente regulatório, condições econômicas e disponibilidade de profissionais qualificados.
Dan Ives, diretor-gerente e analista sênior da Wedbush Securities, avalia que o setor está prestes a entrar em um ponto de inflexão. Para ele, 2026 marca a transição para um momento em que a IA passa a gerar retorno financeiro direto. “Acreditamos que 2026 será o ano da monetização da IA, à medida que a infraestrutura abre caminho para os casos de uso em empresas e para consumidores”, afirmou.
Em relatório divulgado recentemente, a Wedbush destacou aceleração consistente nos negócios ligados à IA, tendência que deve se prolongar até o próximo ano conforme empresas usuárias aumentam o ritmo de implementação de soluções. Os analistas também afastam a tese de bolha no setor, argumentando que a adoção ainda se encontra em estágio inicial e que os investidores estão mais focados em identificar aplicações práticas que tragam valor real às organizações.
Essa visão também é compartilhada pela Deloitte. Em novo estudo, a consultoria projeta que setores como tecnologia, mídia e telecomunicações continuarão ampliando seus investimentos em IA, mas com uma mudança de prioridade: menos experimentação e mais execução. Isso envolve integrar modelos aos fluxos de trabalho já existentes, consolidar dados, revisar modelos de precificação e garantir governança e conformidade regulatória.
O movimento sugere um amadurecimento do mercado. Depois de anos focado no desenvolvimento de modelos impressionantes e em testes experimentais, o foco agora passa a ser a capacidade de transformar esses avanços em ganhos mensuráveis de produtividade, eficiência e crescimento nas empresas.
Visão Bolso do Investidor
A consolidação da inteligência artificial como ferramenta prática e geradora de resultados marca uma etapa importante para o mercado global. Para as empresas, a mudança representa mais competitividade e novas possibilidades de ganho de eficiência. Para investidores, a monetização amplia previsibilidade de receitas e fortalece teses de longo prazo no setor de tecnologia. O avanço da infraestrutura e a crescente adoção corporativa indicam que a IA deve se firmar como um dos principais vetores estruturais de crescimento em 2026.
Fontes:
- Fortune
- Infomoney
