Energisa recompra participação do Itaú e assume 100% da EPM em operação de R$ 1,03 bilhão

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 15 de dezembro de 2025

A Energisa (ENGI11) concluiu a aquisição da totalidade das ações preferenciais da Energisa Participações Minoritárias (EPM) que estavam em poder do Itaú Unibanco (ITUB4). A operação foi realizada pelo valor total de R$ 1,034 bilhão, pago integralmente à vista, conforme comunicado divulgado pela companhia.

Com a transação, a Energisa passa a deter 100% do capital social da EPM, encerrando a participação acionária do Itaú na estrutura societária desse veículo de investimentos. A EPM atua como uma holding intermediária dentro do grupo, reunindo participações minoritárias em determinadas empresas que integram o conglomerado Energisa.

A recompra das ações preferenciais faz parte de um movimento de reorganização societária e consolidação do controle acionário, permitindo à Energisa simplificar sua estrutura e ter maior autonomia sobre os ativos vinculados à EPM. A saída do Itaú ocorre após anos de participação minoritária na empresa, sem alteração no controle operacional do grupo, que já era exercido pela Energisa.

Segundo a companhia, a conclusão da operação não altera a condução estratégica dos negócios nem a atuação do grupo no setor elétrico, mas fortalece a estrutura de capital e reduz a presença de acionistas minoritários em veículos internos de participação.

A Energisa é um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, com atuação relevante em distribuição de energia, transmissão e soluções energéticas, atendendo milhões de consumidores em diversas regiões do país.

Visão Bolso do Investidor

A recompra da participação do Itaú na EPM indica um movimento de simplificação societária e reforço do controle acionário por parte da Energisa. Operações desse tipo costumam aumentar a transparência da estrutura corporativa e podem facilitar decisões estratégicas futuras, além de reduzir potenciais conflitos de interesses com sócios minoritários. Para o investidor, o movimento reforça a disciplina de capital da companhia e sua capacidade financeira de realizar aquisições relevantes com recursos próprios.


Fontes:

  • InfoMoney