Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 21 de novembro de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (20) estar satisfeito com a decisão dos Estados Unidos de reduzir as tarifas adicionais de 40% aplicadas a diversos produtos brasileiros, como carnes, café e frutas. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, libera mais de 200 itens de exportação da sobretaxa imposta anteriormente.
As declarações ocorreram durante a abertura oficial do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, evento no qual Lula esteve acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva; do vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro da Indústria e Comércio; do ministro da Fazenda, Fernando Haddad; e do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Lula reforça necessidade de respeito entre países
Durante o discurso, Lula afirmou que a redução das tarifas representa avanço diplomático e melhora nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. “Hoje estou feliz, pois o presidente Trump já começou a reduzir algumas taxações que eles tinham feito em alguns produtos brasileiros. E essas coisas vão acontecer na medida em que a gente consiga galgar respeito das pessoas. Ninguém respeita quem não se respeita”, declarou.
O presidente também comentou a decisão inicial dos EUA de aplicar supertaxações a vários países simultaneamente, descrevendo o movimento como uma ação que desestabilizou mercados e gerou preocupação global. “Quando o presidente dos EUA tomou a decisão de fazer supertaxação no mundo inteiro, todo mundo entra em crise, todo mundo fica nervoso”, disse Lula. Ele acrescentou que evita tomar decisões impulsivas: “Eu não costumo tomar decisão quando estou com 39ºC de febre”.
A mudança nas tarifas foi formalizada pelo governo americano por meio de uma ordem executiva, divulgada mais cedo no site da Casa Branca. O novo posicionamento reduz tensões comerciais e abre espaço para alívio em cadeias exportadoras brasileiras relevantes.
Visão Bolso do Investidor
A retirada das tarifas sobre produtos brasileiros tende a fortalecer setores como agronegócio, proteínas animais, frutas, têxteis e industriais. Com a redução dos custos para acessar o mercado americano, empresas exportadoras ganham competitividade imediata e podem ver melhora nos fluxos comerciais e nos resultados futuros. Para investidores, o movimento reduz incertezas e cria ambiente mais favorável para companhias brasileiras dependentes do mercado externo, além de reforçar a importância da diplomacia econômica na geração de oportunidades.
Fontes: InfoMoney; Estadão
