Autor: Décio Bazin
Ano de publicação: 1992
Introdução
Décio Bazin inicia Faça Fortuna com Ações situando o leitor no contexto do mercado de capitais brasileiro no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Era um período de grande instabilidade econômica, marcado por inflação elevada, mudanças constantes nas regras de investimento e um mercado acionário ainda pouco compreendido pela maior parte da população. Nesse ambiente de incertezas, Bazin propõe uma abordagem simples, mas revolucionária: investir em ações de empresas sólidas, que pagam dividendos consistentes, e manter esses papéis por longos períodos, sem se deixar seduzir por especulações de curto prazo.
Logo na abertura, Bazin critica a mentalidade dominante no mercado brasileiro, que via a bolsa de valores mais como um cassino do que como um espaço de investimento produtivo. Ele argumenta que muitos investidores estavam mais preocupados com operações rápidas e ganhos imediatos do que com o verdadeiro propósito de ser sócio de boas empresas. Para Bazin, essa é a principal razão pela qual tantos fracassam: tratam a bolsa como jogo, e não como ferramenta de geração de riqueza no longo prazo.
A proposta do livro é, portanto, apresentar ao leitor um método claro de seleção de ações, baseado principalmente na análise dos dividendos distribuídos pelas companhias. Bazin defende que os dividendos são a prova concreta da geração de valor por parte da empresa, pois representam o lucro efetivamente repassado ao acionista. Enquanto o preço das ações pode oscilar de forma irracional, o dividendo é uma medida tangível do retorno do investimento.
Ele apresenta já na introdução seu critério central, que ficaria conhecido como a “Regra de Bazin”: investir apenas em empresas que pagam dividendos médios equivalentes a pelo menos 6% ao ano, em relação ao preço da ação no momento da compra. Esse filtro simples, mas poderoso, permitiria ao investidor separar companhias realmente lucrativas daquelas que apenas “parecem promissoras” em função de especulação ou modismos.
Bazin também ressalta a importância de se pensar como sócio, e não como apostador. Comprar ações, segundo ele, é adquirir uma parte de uma empresa, com todos os riscos e benefícios que isso implica. O investidor precisa ter clareza de que sua fortuna será construída pela produtividade real da companhia e pela sua capacidade de gerar caixa e remunerar acionistas de forma consistente.
Outro ponto levantado logo no início é a necessidade de paciência e disciplina. Bazin enfatiza que o investidor deve aprender a conviver com a volatilidade da bolsa, sem se deixar levar por euforias ou pânicos momentâneos. A valorização de longo prazo é consequência natural do reinvestimento de dividendos e da escolha correta de empresas. Tentar prever movimentos de curto prazo, segundo ele, é uma armadilha que destrói patrimônios.
Por fim, Bazin antecipa a proposta prática do livro: ensinar o leitor a selecionar ações com base em critérios objetivos, a montar uma carteira robusta de dividendos e a desenvolver uma mentalidade independente da especulação. Sua intenção é mostrar que qualquer pessoa, mesmo sem grandes conhecimentos técnicos ou capital inicial elevado, pode construir riqueza ao longo dos anos se seguir os princípios corretos.
Assim, a introdução de Faça Fortuna com Ações não apenas apresenta o método de Bazin, mas também funciona como um manifesto contra a especulação e a favor do investimento disciplinado. Ele deixa claro que o verdadeiro caminho para “fazer fortuna” não está em movimentos rápidos e arriscados, mas na capacidade de escolher boas empresas, reinvestir dividendos e esperar o tempo fazer seu trabalho.
Capítulo 1 – O que é investir em ações
No primeiro capítulo, Décio Bazin busca esclarecer um ponto fundamental: o que realmente significa investir em ações. Para ele, essa compreensão é decisiva, pois a maioria dos brasileiros da época — e até muitos investidores de hoje — encara a bolsa de valores com uma visão distorcida, próxima ao jogo de azar, acreditando que o lucro vem da especulação com preços e não da participação em empresas produtivas.
Bazin afirma que ser acionista é, antes de tudo, ser sócio. Quando se compra uma ação, não se está adquirindo um papel abstrato que se valoriza ou desvaloriza em função de boatos, mas uma fração real de uma companhia, com direito a participar dos lucros que ela gera. Esse princípio, simples em teoria, é frequentemente ignorado por investidores que se deixam levar pelas oscilações diárias da bolsa.
Ele ressalta que o mercado acionário, embora tenha a aparência de um lugar caótico, é na verdade uma vitrine onde se compram e vendem participações em empresas. O erro comum é olhar apenas para os preços das ações, como se fossem números de uma loteria. Para Bazin, o foco deve estar em avaliar a qualidade da empresa e sua capacidade de gerar dividendos consistentes. O preço, nesse contexto, é apenas o ponto de entrada para participar de um fluxo contínuo de renda.
O autor critica a visão de curto prazo que domina grande parte dos investidores. Ele observa que muitos tentam prever altas e baixas do mercado, operando em ritmo frenético, comprando e vendendo sem critério. Esse comportamento, além de desgastante, quase sempre leva a perdas. Segundo Bazin, o verdadeiro investidor deve adotar uma postura oposta: comprar boas empresas, manter a posição e colher dividendos por muitos anos. A valorização das ações ao longo do tempo será apenas consequência desse processo.
Bazin faz questão de diferenciar investimento de especulação. O investidor está interessado nos lucros gerados pelo negócio, enquanto o especulador aposta em movimentos de mercado. Para reforçar essa ideia, ele dá exemplos históricos de empresas que enriqueceram acionistas não porque suas ações tiveram saltos repentinos de preço, mas porque, ano após ano, distribuíram dividendos consistentes e aumentaram seu valor intrínseco.
Outro ponto importante é a visão de longo prazo. Bazin explica que a bolsa é, por natureza, volátil, mas essa volatilidade não deve assustar quem tem horizonte de anos ou décadas. As oscilações de curto prazo são irrelevantes diante do poder dos dividendos acumulados e reinvestidos. Ele compara o investidor paciente a um agricultor que planta uma árvore frutífera: no início pode parecer pouco, mas, com o tempo, a colheita se torna abundante.
O autor também enfatiza que investir em ações exige mentalidade e disciplina, mais do que fórmulas sofisticadas. É preciso estar disposto a ignorar manchetes alarmistas, resistir à tentação de ganhos rápidos e manter o foco nos fundamentos. O segredo não é prever o futuro, mas escolher empresas sólidas e permitir que o tempo faça seu trabalho.
Na conclusão do capítulo, Bazin reforça a ideia central: investir em ações significa se tornar sócio de empresas que produzem riqueza real. Essa mentalidade muda completamente a forma de enxergar a bolsa. Em vez de correr atrás de especulações, o investidor passa a valorizar a participação em negócios lucrativos, sustentados por dividendos. E é a partir dessa base conceitual que ele desenvolverá, ao longo do livro, seu método de seleção de ações.
Capítulo 2 – O investidor e a empresa
Neste capítulo, Décio Bazin aprofunda a relação entre o investidor e a empresa, defendendo que compreender essa ligação é essencial para tomar boas decisões na bolsa de valores. Ele enfatiza que, ao comprar ações, o investidor não está adquirindo um título de aposta, mas se tornando proprietário de uma parte do negócio, com direitos e deveres que acompanham essa condição.
Bazin critica o distanciamento que muitos investidores mantêm em relação às empresas nas quais aplicam seu dinheiro. Para ele, essa postura é um erro grave, pois impede que o acionista enxergue sua verdadeira posição: a de sócio. Enquanto muitos acompanham apenas cotações diárias, ignoram que o valor real do investimento está na capacidade da empresa de gerar lucros consistentes e distribuí-los em forma de dividendos.
O autor insiste que o investidor deve pensar como dono. Isso significa olhar para a empresa como alguém que analisa seu negócio: observar a gestão, avaliar se os administradores são competentes, verificar se os produtos ou serviços têm demanda sustentável e se há consistência no crescimento dos resultados. Bazin lembra que não se trata de um exercício teórico, mas de um critério prático que ajuda a evitar armadilhas comuns do mercado.
Outro ponto de destaque é a diferença entre o preço da ação e o valor da empresa. Bazin mostra que, muitas vezes, o mercado oscila de forma irracional, subindo ou caindo em função de boatos, especulações ou movimentos de manada. O investidor disciplinado deve resistir a essa volatilidade e focar no valor intrínseco do negócio. Uma empresa lucrativa, bem administrada e que paga dividendos consistentes continua sendo boa, mesmo que o mercado momentaneamente desvalorize suas ações.
Ele também ressalta que a confiança na gestão é decisiva. Uma companhia pode ter bons números hoje, mas se não houver credibilidade nos administradores, a sustentabilidade do investimento fica comprometida. Bazin sugere que o investidor procure empresas transparentes, que respeitam acionistas minoritários e que mantêm uma política clara de dividendos. Essas características, embora menos glamorosas do que anúncios de lucros espetaculares, são a base de uma relação saudável e lucrativa no longo prazo.
Bazin destaca ainda o papel do dividendo como elo de confiança entre empresa e acionista. Ao distribuir parte significativa de seus lucros, a companhia demonstra respeito pelos sócios e compromisso em compartilhar os frutos do negócio. Por isso, ele vê com desconfiança empresas que constantemente reinvestem tudo e deixam pouco ou nada para os acionistas. Na visão do autor, a retenção de lucros deve ser a exceção, e não a regra — salvo em casos em que a reinversão gera retornos comprovadamente superiores.
O capítulo também aborda a importância da simplicidade. O investidor não precisa se perder em cálculos complexos ou relatórios extensos. Basta manter clareza: “se eu fosse dono integral desta empresa, me sentiria seguro com sua administração e satisfeito com os dividendos que recebo?”. Essa é a pergunta-chave que guia a filosofia de Bazin.
Na conclusão, ele reforça que o acionista deve se ver como sócio de longo prazo, e não como especulador de curto prazo. Essa mentalidade protege contra decisões precipitadas e permite aproveitar o verdadeiro poder das ações: a construção de riqueza sustentada por negócios sólidos, dividendos constantes e reinvestimento disciplinado.
Capítulo 3 – O que esperar da bolsa de valores
Décio Bazin inicia este capítulo destacando que muitos investidores se frustram na bolsa porque entram com expectativas equivocadas. O erro mais comum é acreditar que o mercado acionário é um atalho para enriquecer rapidamente, quando na realidade ele deve ser visto como um mecanismo de construção de patrimônio ao longo de décadas.
Bazin faz uma crítica direta ao comportamento especulativo, tão presente na bolsa brasileira do período em que escreveu. Ele observa que grande parte dos investidores estava mais interessada em “acertar o próximo movimento” do mercado do que em analisar os fundamentos das empresas. Essa mentalidade transformava a bolsa em uma espécie de loteria, em que poucos saíam ganhando de forma consistente. O investidor disciplinado, por outro lado, deveria esperar retornos vindos da produtividade real das empresas e da distribuição de dividendos.
O autor ressalta que a bolsa de valores não garante riqueza a ninguém. Ela é apenas um meio de acesso à propriedade de empresas, e a rentabilidade depende da qualidade desses negócios. Quem compra ações de companhias sólidas e lucrativas pode esperar resultados satisfatórios no longo prazo, mesmo enfrentando períodos de volatilidade. Já quem aposta em papéis de empresas frágeis ou modismos do mercado deve esperar decepções.
Bazin alerta que o investidor não deve esperar que o mercado seja sempre racional. Pelo contrário, a bolsa frequentemente exagera, tanto nas euforias quanto nos pessimismos. É comum ver ações de empresas excelentes caindo junto com o mercado em crises generalizadas, assim como ações de empresas ruins disparando em momentos de especulação. O papel do investidor inteligente é aproveitar esses exageros em vez de ser vítima deles, comprando boas empresas quando o mercado está pessimista e resistindo à tentação de seguir modismos quando reina a euforia.
Outro ponto importante do capítulo é a previsibilidade dos dividendos em contraste com a imprevisibilidade das cotações. Enquanto os preços das ações podem variar violentamente no curto prazo, os dividendos refletem de forma mais estável a saúde financeira das empresas. Bazin insiste que o investidor deve esperar retornos consistentes justamente desse fluxo de dividendos, e não da tentativa de adivinhar oscilações diárias.
Ele também destaca que a bolsa não deve ser encarada como substituta de outras formas de investimento, mas como o instrumento mais eficiente de proteção contra a inflação e geração de riqueza de longo prazo. Diferente da renda fixa, que pode perder valor real em períodos de inflação alta, as ações de empresas produtivas tendem a se valorizar e a repassar ganhos aos acionistas, funcionando como uma proteção natural ao poder de compra.
Na conclusão do capítulo, Bazin sintetiza sua visão: o investidor deve esperar da bolsa menos emoção e mais consistência. A expectativa correta é de retornos sólidos no longo prazo, proporcionados por empresas lucrativas e boas pagadoras de dividendos. Quem busca enriquecimento rápido provavelmente se decepcionará. Já quem encara a bolsa como um compromisso de anos ou décadas poderá, de fato, “fazer fortuna com ações”.
Capítulo 4 – O investidor diante da inflação
Décio Bazin dedica este capítulo a um tema que, no Brasil dos anos 1980 e início dos anos 1990, era impossível ignorar: a inflação descontrolada. O país vivia sucessivos planos econômicos, congelamentos de preços e mudanças monetárias que corroíam o poder de compra das famílias e colocavam em xeque a capacidade de planejamento financeiro de longo prazo. Para Bazin, compreender os efeitos da inflação era essencial para que o investidor conseguisse proteger e multiplicar seu patrimônio.
Ele começa destacando que a inflação é o maior inimigo do poupador conservador. Quem deixa dinheiro parado em espécie ou em aplicações de baixa rentabilidade acaba vendo seu patrimônio encolher ano após ano. Esse fenômeno cria uma falsa sensação de segurança: o investidor olha o saldo e vê o mesmo número, mas, na prática, com esse dinheiro compra cada vez menos. Por isso, Bazin considera a renda fixa de baixo rendimento uma armadilha em contextos inflacionários.
Nesse cenário, as ações aparecem como refúgio natural contra a inflação. Isso porque empresas produtivas repassam parte dos aumentos de custos para os preços de seus produtos ou serviços. Como consequência, suas receitas e lucros tendem a acompanhar a inflação, protegendo o acionista de perdas de poder de compra. Ao receber dividendos de empresas sólidas, o investidor tem acesso a uma fonte de renda que se ajusta com o tempo, diferente de aplicações financeiras fixadas em valores nominais.
Bazin reforça que, em épocas de inflação alta, ainda mais importante se torna o foco em dividendos. Ele argumenta que é ilusório acreditar que se pode vencer a inflação apenas com ganhos de capital, já que os preços das ações também sofrem oscilações bruscas e nem sempre acompanham os índices inflacionários de curto prazo. O dividendo, por outro lado, é uma renda concreta, depositada diretamente ao acionista, que pode ser reinvestida em novas ações e, assim, ampliar o patrimônio real.
O autor também critica a postura de governos e economistas que, muitas vezes, tentavam conter a inflação com medidas artificiais, como congelamento de preços ou emissão monetária desenfreada. Para ele, o investidor inteligente não deve se iludir com soluções temporárias. A única forma de se proteger é possuir participação em empresas robustas, eficientes e comprometidas com a distribuição de lucros.
Outro ponto relevante é a disciplina psicológica necessária para investir em cenários inflacionários. Bazin observa que, nesses períodos, as manchetes de jornal e o clima social tendem a ser de pessimismo. Muitos investidores preferem se refugiar em ativos supostamente “seguros”, mas que, no fundo, apenas garantem perda de poder de compra. O investidor que mantém a calma, segue os critérios racionais de seleção e reinveste dividendos, ao contrário, colhe frutos no longo prazo.
Ele dá exemplos de empresas que, mesmo em meio ao caos econômico do Brasil da época, continuavam distribuindo dividendos regulares. Isso, para Bazin, era a prova prática de que a bolsa podia ser não apenas um investimento viável, mas o melhor instrumento para atravessar crises inflacionárias.
Na conclusão do capítulo, Bazin sintetiza sua lição: a inflação destrói a ilusão do ganho nominal, mas valoriza os ativos reais. O acionista disciplinado deve esperar turbulências, mas pode confiar que, ao longo dos anos, os dividendos de boas empresas superam os efeitos corrosivos da inflação e garantem crescimento real do patrimônio. O segredo é manter a mentalidade de sócio, resistir às tentações de curto prazo e permitir que o tempo faça o trabalho de multiplicar capital.
Capítulo 5 – O dividendo como critério central
Neste capítulo, Décio Bazin apresenta o coração de sua filosofia de investimentos: a escolha de ações deve ter como critério fundamental a política de dividendos das empresas. Para ele, o dividendo é o elo mais confiável entre o acionista e a empresa, pois representa o lucro efetivamente distribuído ao sócio, em dinheiro, sem depender de expectativas futuras ou da volatilidade das cotações.
Bazin inicia criticando o comportamento de companhias que, mesmo lucrativas, retêm boa parte dos ganhos em vez de distribuí-los. Em sua visão, essa prática muitas vezes revela má administração ou interesses desalinhados com os acionistas. Ele argumenta que, em países com histórico de inflação alta como o Brasil, o investidor não pode se dar ao luxo de esperar indefinidamente pelo retorno. O dividendo regular, portanto, funciona como prova concreta de que a empresa gera riqueza real e respeita seus sócios.
É nesse contexto que Bazin formula sua famosa “Regra dos 6%”: o investidor deve priorizar ações de empresas que ofereçam dividendos médios anuais equivalentes a pelo menos 6% do valor da ação no momento da compra. Esse critério, simples e direto, separa negócios que realmente remuneram o acionista daqueles que apenas prometem crescimento sem garantias de retorno.
O autor explica que essa regra não é arbitrária. O patamar de 6% foi estabelecido porque representa uma rentabilidade razoável, superior ao que a renda fixa geralmente oferecia no longo prazo, ao mesmo tempo em que protege o investidor contra oscilações de mercado. Assim, mesmo que o preço da ação caia temporariamente, os dividendos recebidos garantem uma compensação que reduz riscos e amplia ganhos no futuro.
Bazin também enfatiza que o dividendo serve como filtro de qualidade. Empresas que distribuem dividendos consistentes, ano após ano, demonstram solidez financeira e compromisso com os acionistas. Ao contrário, companhias que distribuem pouco ou nada, mesmo em períodos de lucro, levantam sinais de alerta: podem estar mascarando problemas de gestão, comprometendo recursos em projetos mal planejados ou simplesmente priorizando interesses internos.
O capítulo traz ainda reflexões sobre a psicologia do investidor. Bazin observa que muitos se deixam atrair por ações “da moda”, que sobem rapidamente, mas que raramente sustentam seu valor ao longo do tempo. Os dividendos, por sua vez, oferecem uma âncora psicológica: permitem ao acionista ver resultados concretos enquanto mantém a paciência de longo prazo. Reinvestidos, eles se tornam um motor poderoso de multiplicação patrimonial.
Outro ponto crucial levantado é que dividendos não significam estagnação. Pelo contrário, Bazin mostra que várias empresas conseguem crescer e, ao mesmo tempo, remunerar seus acionistas de forma generosa. A diferença é que essas companhias administram melhor seus recursos e adotam estratégias sustentáveis, ao invés de reter lucros indefinidamente sem dar retornos.
Na conclusão do capítulo, Bazin reafirma: o dividendo deve ser o critério central de qualquer estratégia de investimentos em ações. Ele é a bússola que orienta o investidor em meio às incertezas da bolsa, protegendo-o da especulação e garantindo que, independentemente das oscilações do mercado, haja uma fonte constante de renda e de crescimento do patrimônio.
Capítulo 6 – A regra dos 6% em prática
Depois de apresentar a lógica da Regra dos 6%, Décio Bazin dedica este capítulo a mostrar como aplicá-la na prática, transformando teoria em método objetivo para seleção de ações. Seu propósito é mostrar que, ao adotar esse filtro simples, o investidor elimina grande parte do risco e concentra sua atenção nas empresas que realmente oferecem valor ao acionista.
Bazin começa reforçando que os 6% devem ser calculados sobre o preço de compra da ação. Isso significa que, ao adquirir determinado papel, o investidor deve verificar se os dividendos pagos nos últimos anos correspondem, em média, a pelo menos 6% do preço atual. Caso contrário, a ação deve ser descartada da carteira, independentemente de perspectivas futuras ou de promessas da administração.
Ele explica que esse critério funciona como uma espécie de margem de segurança natural. Se uma empresa consegue pagar dividendos equivalentes a 6% ao ano, mesmo em momentos econômicos difíceis, isso indica que seu negócio é sólido e sustentável. Além disso, mesmo que a cotação sofra quedas temporárias, o investidor continua recebendo uma renda que ajuda a compensar eventuais perdas.
Bazin lembra que essa prática também protege o acionista da ilusão do crescimento sem retorno. Muitas empresas anunciam planos grandiosos, reinvestem a maior parte dos lucros e prometem ganhos futuros, mas na prática deixam os acionistas sem qualquer retorno concreto. Ao exigir dividendos mínimos de 6%, o investidor garante que parte do lucro já está em suas mãos, e não apenas em projeções incertas.
Para ilustrar, o autor apresenta exemplos de empresas brasileiras da época que, consistentemente, pagavam dividendos robustos. Ele mostra como, mesmo em meio à inflação e instabilidade econômica, essas companhias se mantinham rentáveis e recompensavam seus acionistas. Essa evidência reforça sua tese de que, ao aplicar a regra dos 6%, o investidor não precisa de análises complexas: basta identificar empresas disciplinadas e comprometidas com seus sócios.
Outro aspecto destacado é a paciência necessária para que a regra funcione. Bazin alerta que o investidor deve estar disposto a manter suas ações por muitos anos, reinvestindo dividendos e resistindo às tentações de vender em momentos de alta especulativa. É o reinvestimento contínuo, aliado ao recebimento regular de dividendos, que multiplica o patrimônio no longo prazo.
Ele ainda ressalta que a regra não é uma fórmula mágica, mas sim um filtro disciplinador. É possível que algumas empresas que pagam bons dividendos enfrentem crises temporárias, e que companhias que não atingem os 6% cresçam em valor de mercado. No entanto, ao adotar esse critério como linha-mestra, o investidor se protege contra armadilhas e mantém o foco no essencial: retorno consistente e tangível.
Na conclusão do capítulo, Bazin reforça que a regra dos 6% em prática é mais do que um cálculo numérico — é uma filosofia de investimento que privilegia a prudência, a paciência e a busca por empresas sólidas. Para ele, esse método permite que o investidor, mesmo sem conhecimentos sofisticados de mercado, consiga construir uma carteira capaz de resistir ao tempo e às crises, acumulando riqueza de forma segura e disciplinada.
Capítulo 7 – A tentação da especulação
Décio Bazin dedica este capítulo a um dos maiores inimigos do investidor disciplinado: a especulação. Ele reconhece que a bolsa de valores exerce um fascínio quase irresistível sobre muitos, justamente por sua volatilidade e pela promessa de ganhos rápidos. Mas reforça que essa postura, embora empolgante, costuma levar mais a perdas do que a resultados consistentes.
Bazin começa mostrando como a psicologia do mercado contribui para esse comportamento. Os investidores, movidos pela ganância ou pelo medo, tendem a seguir manadas, comprando ações que estão em alta sem critérios e vendendo em pânico quando os preços caem. Esse movimento coletivo gera ciclos de euforia e depressão, que acabam prejudicando principalmente os pequenos investidores.
Ele enfatiza que a especulação é tão sedutora porque oferece a ilusão de enriquecimento rápido. Quem vê uma ação subir 30%, 40% em poucas semanas acredita que está perdendo oportunidade e corre para entrar, sem avaliar fundamentos. No entanto, Bazin alerta que esses movimentos geralmente são insustentáveis, baseados em rumores, expectativas irreais ou manipulações de mercado.
O autor contrasta esse comportamento com sua filosofia de investimentos. Para ele, a verdadeira fortuna é construída lentamente, com base em dividendos e reinvestimentos constantes. Enquanto o especulador depende de prever movimentos de curto prazo — algo praticamente impossível de fazer com consistência —, o investidor disciplinado colhe resultados tangíveis ao longo de anos e décadas.
Bazin lembra também que o mercado é cheio de “profetas do futuro”, analistas e comentaristas que tentam prever os rumos da bolsa. Embora alguns acertos ocasionais deem a impressão de competência, na prática é impossível acertar sempre. Confiar nesses prognósticos, segundo ele, é outro erro comum que leva o investidor a abandonar sua estratégia sólida em busca de ganhos momentâneos.
Outro ponto importante do capítulo é a pressão emocional que a especulação exerce. Bazin observa que muitos investidores não suportam ver a valorização de papéis que não possuem e acabam cedendo à tentação de mudar sua estratégia. Esse comportamento, conhecido hoje como “FOMO” (fear of missing out, ou medo de ficar de fora), já era identificado por ele como um dos principais fatores que levam à indisciplina e à destruição de patrimônio.
Para reforçar sua crítica, o autor lembra exemplos de empresas que viraram febre na bolsa, mas que, por não possuírem fundamentos sólidos, acabaram destruindo o capital de seus acionistas. O especulador que entrou atraído pela alta perdeu dinheiro; o investidor disciplinado, que evitou papéis sem dividendos consistentes, preservou sua carteira.
Na conclusão do capítulo, Bazin sintetiza a lição: a especulação é uma armadilha perigosa, capaz de seduzir até os mais conscientes. O antídoto é a disciplina em seguir critérios claros, como a regra dos 6%, e manter o foco em dividendos de empresas sólidas. Resistir à tentação de movimentos rápidos é o que diferencia quem constrói fortuna de quem se perde em ilusões de enriquecimento fácil.
Capítulo 8 – O papel da paciência no investimento
Neste capítulo, Décio Bazin reforça uma de suas crenças mais fundamentais: sem paciência, não existe sucesso na bolsa de valores. Ele argumenta que, enquanto a especulação é alimentada pela pressa e pela ansiedade de ganhos rápidos, o verdadeiro investimento exige disciplina e a capacidade de esperar o tempo agir.
Bazin inicia mostrando que a paciência é a virtude que equilibra todas as outras qualidades do investidor. É ela que permite resistir às manchetes alarmistas, às quedas momentâneas das cotações e às tentações de vender bons ativos por impulso. A paciência também é o que possibilita que os dividendos se acumulem, sejam reinvestidos e transformem pequenas quantias em grandes patrimônios ao longo dos anos.
Ele compara o processo de investir em ações ao ato de plantar uma árvore frutífera. No início, os resultados parecem pequenos e lentos. Muitos desistem justamente nessa fase, impacientes por não ver retornos imediatos. Mas quem persiste e continua cultivando — reinvestindo dividendos, mantendo os critérios de seleção e não se deixando abalar pelas variações de curto prazo — acaba colhendo frutos abundantes e crescentes com o passar do tempo.
Bazin também observa que a impaciência é uma das maiores causas de fracasso entre investidores. Muitos, ao verem oscilações negativas, entram em pânico e vendem suas ações no pior momento, cristalizando prejuízos que poderiam ter sido recuperados com o tempo. Outros, diante de pequenas altas, se apressam em vender para “garantir o lucro”, perdendo oportunidades de ganhos muito maiores no longo prazo.
Outro ponto importante é a diferença entre paciência e inércia. Ter paciência não significa ficar passivo ou indiferente, mas sim manter firmeza em uma estratégia bem fundamentada. O investidor paciente não é aquele que simplesmente ignora o mercado, mas aquele que observa com serenidade, analisa fundamentos e entende que resultados sólidos exigem tempo para amadurecer.
Bazin reforça ainda que a paciência protege o investidor da volatilidade natural da bolsa. Ele lembra que, em períodos de crise, muitas ações caem de valor de forma abrupta, mas isso não significa necessariamente que as empresas perderam qualidade. Para quem mantém a visão de longo prazo, essas quedas representam oportunidades de compra — desde que os fundamentos continuem sólidos e os dividendos regulares.
O autor conclui mostrando que a paciência não é apenas uma virtude pessoal, mas também uma estratégia de diferenciação. Em um mercado dominado pela pressa, quem consegue esperar já sai em vantagem. O investidor paciente se beneficia da força dos dividendos compostos, do crescimento orgânico das empresas e da recuperação natural do mercado após períodos turbulentos.
Assim, Bazin deixa claro que, no longo prazo, a paciência é recompensada de forma exponencial. É ela que transforma pequenos aportes em grandes fortunas e que diferencia o investidor sério do especulador apressado. Investir é um jogo de décadas, não de dias.
Capítulo 9 – Como escolher empresas sólidas
Décio Bazin dedica este capítulo a um ponto central de sua filosofia: a seleção das empresas certas. Ele reconhece que, para muitos investidores, a grande dúvida não está em entender o conceito de dividendos ou paciência, mas em identificar quais companhias realmente merecem ser parceiras de longo prazo. Por isso, oferece critérios claros e objetivos para guiar esse processo.
Bazin começa lembrando que uma empresa sólida é, antes de tudo, uma geradora consistente de lucros. O investidor não deve se deixar seduzir por histórias mirabolantes ou expectativas de crescimento acelerado sem fundamento. É preciso observar o histórico da companhia: se ela apresenta resultados recorrentes, se tem gestão responsável e se distribui parte significativa de seus lucros em dividendos. Esse histórico, para ele, é um dos melhores indicadores de que a empresa continuará sólida no futuro.
Um dos aspectos mais destacados é a regularidade dos dividendos. Bazin reforça que não basta uma companhia pagar dividendos altos em um ano e nada no seguinte. A solidez está na consistência. Empresas que remuneram seus acionistas de forma previsível demonstram disciplina financeira e respeito pelos sócios. Essa previsibilidade, segundo ele, deve pesar mais na escolha do investidor do que a euforia momentânea do mercado em torno de lucros extraordinários.
Outro ponto fundamental é a qualidade da gestão. Bazin defende que o investidor precisa confiar nos administradores. Empresas bem geridas são transparentes, prestam contas com clareza e mantêm políticas equilibradas de investimento e distribuição de lucros. Já companhias que apresentam resultados confusos, mudam de estratégia a todo momento ou escondem informações devem ser evitadas, por mais atraentes que pareçam no curto prazo.
Ele também alerta para o perigo de empresas excessivamente endividadas. O autor argumenta que dívidas elevadas podem comprometer a capacidade de pagar dividendos e até colocar em risco a sobrevivência do negócio em momentos de crise. O investidor deve preferir companhias que financiam seu crescimento de forma saudável, sem comprometer o caixa ou depender constantemente de crédito.
Bazin destaca ainda a importância de analisar setores de atuação. Ele observa que algumas áreas da economia são naturalmente mais voláteis e arriscadas, enquanto outras oferecem maior estabilidade. Empresas ligadas a serviços essenciais, como energia elétrica, saneamento ou alimentação, tendem a ser mais seguras, pois mantêm demanda estável mesmo em períodos de crise. Já companhias em setores altamente cíclicos ou dependentes de políticas governamentais precisam ser avaliadas com maior cautela.
Outro critério importante é o alinhamento com os interesses dos acionistas minoritários. Bazin ressalta que o pequeno investidor precisa estar protegido contra práticas abusivas. Empresas que respeitam os minoritários, oferecem boa governança e mantêm transparência nas decisões transmitem maior segurança.
Na parte final do capítulo, o autor reforça que a escolha de empresas sólidas não exige fórmulas mágicas ou análises sofisticadas. O investidor deve usar critérios simples, mas firmes: dividendos consistentes, gestão competente, endividamento controlado e setores resilientes. Ao seguir esses princípios, cria-se uma carteira robusta, capaz de resistir ao tempo e gerar riqueza de forma sustentável.
Para Bazin, a lição é clara: a fortuna do investidor não depende de prever o futuro, mas de escolher sócios confiáveis no presente.
Capítulo 10 – Reinvestindo dividendos e construindo fortuna
Décio Bazin encerra sua obra com um dos pilares mais poderosos de sua filosofia de investimentos: o reinvestimento dos dividendos. Para ele, esse é o verdadeiro segredo para transformar pequenas quantias em grandes patrimônios ao longo do tempo.
Bazin começa destacando que os dividendos, por si só, já representam uma forma concreta de retorno. Ao receber parte dos lucros distribuídos pela empresa, o investidor vê na prática o resultado de sua escolha de sócio. Porém, o efeito mais transformador ocorre quando esse dinheiro não é gasto, mas reinvestido na compra de novas ações, ampliando a participação na companhia e aumentando, consequentemente, o fluxo de dividendos futuros.
Ele compara esse processo ao efeito bola de neve. No início, os resultados parecem pequenos e até pouco relevantes. Mas, à medida que os dividendos reinvestidos começam a gerar novos dividendos, o crescimento do patrimônio se acelera. Esse ciclo virtuoso, mantido ao longo de anos ou décadas, leva o investidor a acumular fortunas de maneira sólida e consistente, sem depender de apostas arriscadas.
Bazin reforça que a chave está em manter a disciplina. Muitos investidores, ao receber dividendos, sentem-se tentados a gastar ou buscar alternativas de curto prazo mais “emocionantes”. No entanto, a verdadeira mágica ocorre quando se mantém o foco e se reinveste sistematicamente, mesmo que os valores pareçam pequenos no início. Com o tempo, esses reinvestimentos criam uma alavancagem natural, potencializando os resultados sem necessidade de risco adicional.
Outro ponto importante é que o reinvestimento dos dividendos funciona como um mecanismo automático de diversificação no tempo. Isso porque, ao comprar novas ações periodicamente, o investidor aproveita diferentes momentos do mercado: compra mais quando os preços estão baixos e menos quando estão altos. Esse efeito, semelhante ao que hoje chamamos de preço médio, protege contra oscilações e torna a estratégia ainda mais eficiente.
Bazin lembra ainda que, em cenários de inflação, o reinvestimento é crucial para preservar e aumentar o poder de compra. Os dividendos recebidos ajudam a compensar as perdas inflacionárias e, ao serem aplicados em novas ações de empresas sólidas, garantem que o patrimônio cresça em termos reais.
Na parte final do capítulo, o autor reforça que o sucesso no investimento em ações não depende de adivinhações nem de movimentos arriscados. O segredo é escolher empresas que paguem bons dividendos, reinvestir esses dividendos sistematicamente e esperar o tempo agir. É a soma desses fatores — disciplina, paciência e reinvestimento — que leva à construção de fortunas duradouras.
Bazin conclui lembrando que a bolsa de valores, para o investidor preparado, não é um cassino, mas um terreno fértil. Quem souber plantar — escolhendo bons sócios e reinvestindo dividendos — colherá frutos abundantes no futuro. A paciência, novamente, aparece como virtude indispensável: quanto mais tempo se dá ao processo, maior é o efeito multiplicador.
Assim, o livro se encerra com uma mensagem clara e inspiradora: a fortuna não é fruto da pressa, mas da disciplina. E o reinvestimento dos dividendos é a chave que transforma pequenas sementes em colheitas grandiosas.
Conclusão
Décio Bazin encerra Faça Fortuna com Ações reafirmando sua filosofia central: investir em ações não é especular com cotações, mas tornar-se sócio de empresas sólidas, que geram lucros consistentes e recompensam seus acionistas através de dividendos regulares. Para ele, esse é o caminho mais seguro e eficiente para construir riqueza duradoura, especialmente em um país como o Brasil, marcado por instabilidade econômica e inflação persistente.
O autor destaca que o investidor que busca fortuna deve se distanciar da mentalidade especulativa. O fascínio pelas altas rápidas e pelas “oportunidades milagrosas” é uma armadilha que destrói patrimônios e frustra expectativas. Em contrapartida, a disciplina de selecionar empresas com base em critérios objetivos — principalmente a regra dos 6% —, reinvestir dividendos e manter paciência de longo prazo é o que garante resultados concretos.
Bazin ressalta que a bolsa de valores deve ser vista como parceira de longo prazo do investidor. O mercado pode ser volátil, influenciado por boatos, crises políticas e ciclos econômicos, mas essas flutuações não alteram a essência dos bons negócios. Empresas sólidas continuam gerando caixa e distribuindo dividendos, e é esse fluxo constante que sustenta o crescimento patrimonial do acionista.
Outro ponto forte da conclusão é o destaque para a paciência como virtude indispensável. O investidor precisa estar preparado para resistir a períodos de baixa, evitando a tentação de vender em pânico, e também para resistir à euforia, sem ceder à especulação. É no compasso do tempo que os dividendos, quando reinvestidos, produzem o efeito bola de neve capaz de transformar pequenas aplicações em grandes fortunas.
Bazin também reconhece que o método não é infalível em termos de resultados imediatos, mas é sólido porque se baseia em princípios universais: disciplina, simplicidade e foco no essencial. O dividendo é, em última instância, a prova mais confiável da saúde de uma empresa. Por isso, o investidor que mantiver essa filosofia terá sempre um norte claro, independentemente das incertezas do mercado.
Por fim, o autor deixa uma mensagem que combina realismo e otimismo: não existe fórmula mágica para enriquecer rapidamente na bolsa, mas existe uma fórmula comprovada para enriquecer de forma consistente. Essa fórmula está ao alcance de qualquer pessoa disposta a estudar, disciplinar-se e manter a paciência. O segredo é simples: escolher boas empresas, exigir dividendos robustos, reinvesti-los e deixar o tempo trabalhar a favor do investidor.
Assim, Faça Fortuna com Ações se despede do leitor como mais do que um livro de finanças: é um guia de mentalidade. Bazin mostra que, para quem se compromete com a disciplina e a visão de longo prazo, a fortuna não é questão de sorte, mas de método. E esse método, baseado em dividendos e paciência, continua sendo atual e poderoso, mesmo décadas após a publicação da obra.

