FIIs e ações de dividendos despontam como rota estratégica para renda em 2026

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 07 de dezembro de 2025

A estratégia de viver de renda voltou ao centro das conversas entre investidores neste fim de ano, impulsionada por um movimento incomum no mercado: empresas aceleraram a divulgação de dividendos extraordinários para antecipar distribuições antes da nova tributação que passa a valer em 2026. Esse ambiente, marcado por anúncios bilionários de companhias como Itaú, Vale, Axia, WEG e diversas outras, reforçou o apetite por ativos que entregam fluxo recorrente e ajudou a aquecer o debate sobre como montar uma carteira sólida de renda passiva no novo contexto fiscal.

É nesse cenário que se insere o painel dedicado a dividendos do Onde Investir 2026, evento online e gratuito promovido pelo InfoMoney em parceria com a XP. O encontro reúne Gabriel Navarro, influenciador e sócio-estrategista da Beit Investimentos, ao lado de Marx Gonçalves, head de fundos listados da XP. A proposta é revisar o que realmente muda para o investidor em 2026 e quais caminhos se mostram mais promissores para quem deseja iniciar, fortalecer ou profissionalizar sua jornada rumo à independência financeira.

A conversa destaca que o novo regime tributário não elimina a atratividade dos dividendos, mas exige maior atenção na construção das carteiras. No universo dos FIIs, o debate gira em torno da reação dos fundos à expectativa de início do ciclo de queda da Selic. Taxas de juros menores tendem a favorecer ativos imobiliários por estimular a reprecificação das cotas e, ao mesmo tempo, melhorar o ambiente para emissão, expansão e valorização dos portfólios de fundos de tijolo e de papel.

No campo das ações, os especialistas discutem como as empresas estão se reorganizando para a transição fiscal e quais setores devem manter a robustez no pagamento de dividendos mesmo após as novas regras. Com a antecipação recorde de proventos neste fim de ano, surge uma oportunidade valiosa para compreender quais modelos de negócio possuem fundamentos sólidos, geração de caixa consistente e políticas claras de remuneração ao acionista.

O painel também traz reflexões práticas sobre como organizar um plano realista para viver de renda ao longo dos próximos anos. Segundo Navarro e Gonçalves, é essencial que o investidor compreenda o perfil de risco dos ativos escolhidos, estabeleça metas coerentes com o próprio orçamento e diversifique a carteira entre classes de investimento que se comportem de forma complementar em diferentes ciclos econômicos.

A discussão integra a programação completa do Onde Investir 2026, que ao longo da semana reúne economistas, gestores e estrategistas para analisar o ambiente de juros, a dinâmica da Bolsa brasileira, tendências do câmbio, perspectivas para ativos globais, oportunidades no agronegócio e caminhos de educação financeira. A proposta central é orientar o investidor para um ano que promete maior volatilidade e, ao mesmo tempo, novos pontos de entrada em produtos de renda recorrente.


Visão Bolso do Investidor

O movimento excepcional de antecipação de dividendos sinaliza que o próximo ano exigirá mais planejamento e menos improviso. Estratégias de renda passiva continuarão relevantes, mas dependerão da capacidade do investidor de equilibrar exposição a FIIs, ações e outros ativos que geram fluxo previsível. A transição tributária reforça a importância de acompanhar políticas de distribuição, qualidade da gestão e sustentabilidade do caixa das empresas. Em um ciclo de juros possivelmente mais favorável, a renda recorrente pode ganhar ainda mais protagonismo como ferramenta de construção de patrimônio no longo prazo.


Fontes:

  • InfoMoney