Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para encontrar marqueteiro e reduzir rejeição na pré-campanha

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 26 de janeiro de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, enfrenta dificuldades em montar uma equipe de marqueteiros experientes e em reduzir sua alta taxa de rejeição entre eleitores, desafios que têm influenciado a organização de sua pré-campanha e a estratégia de comunicação política do seu entorno. O partido Partido Liberal (PL) reconheceu a necessidade de estruturar uma operação mais profissional para evitar erros do passado e ampliar o alcance da pré-candidatura, especialmente após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que detém forte influência eleitoral e foi peça central na projeção de nomes da base bolsonarista.

O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), declarou que o PL está trabalhando para montar equipes de comunicação, assessoria de imprensa e elaboração de programa de governo, mas que ainda não existe uma “engrenagem” consolidada de marketing político, o que dificulta a formulação de uma mensagem clara e eficaz para enfrentar adversários nas pesquisas e nos debates públicos. A falta de um marqueteiro de destaque e uma estratégia já testada amplia a pressão interna para que a campanha se apresente com maior profissionalismo e responda às expectativas dos aliados.

Pesquisas recentes apontam que a rejeição a Flávio Bolsonaro permanece elevada em grande parte do eleitorado, sendo um dos principais fatores a serem enfrentados caso ele avance na disputa presidencial. Levantamentos sugerem que quase metade dos eleitores afirmam que não votariam nele sob nenhuma circunstância, o que limita seu potencial de crescimento fora do núcleo bolsonarista e coloca desafios adicionais para a campanha no momento em que o cenário interno à direita ainda está fragmentado e aberto a outras opções.

Essas dificuldades ocorrem em um momento de reconfiguração da direita e centro-direita no Brasil, com a necessidade de construção de alianças e de uma narrativa política que consiga superar não apenas a rejeição ao nome específico, mas também as incertezas eleitorais e as divergências internas que têm emergido entre grupos aliados, como figuras regionais e líderes partidários que avaliam a competitividade de diferentes postulantes.

Visão Bolso do Investidor

Desafios de comunicação e rejeição elevada em um pré-candidato têm impacto direto no ambiente político e, por extensão, em expectativas de mercado. Em contextos eleitorais, investidores observam com atenção como nomes em disputa estruturam suas campanhas, uma vez que clareza de narrativa e capacidade de mobilização são fatores que influenciam a estabilidade política e previsibilidade de cenários futuros. A dificuldade em encontrar um marqueteiro experiente e em reduzir a rejeição pode limitar a competitividade de Flávio Bolsonaro em futuras pesquisas e debates, contribuindo para volatilidade nas expectativas políticas e econômicas à medida que o país se aproxima das eleições de outubro. Monitorar como essas estratégias evoluem, bem como eventuais ajustes de posicionamento e alianças, é essencial para calibrar projeções sobre governabilidade e riscos políticos ao longo de 2026.

Fontes: InfoMoney