Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 15 de janeiro de 2026

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, minimizou os resultados da mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira. Segundo o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com vantagem de 13 pontos percentuais no primeiro turno da disputa eleitoral.
Em declaração à imprensa após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, Flávio afirmou que os dados divulgados não refletem o cenário que sua campanha tem observado internamente. Segundo ele, a distância entre os dois candidatos seria menor do que a apontada pela pesquisa.
De acordo com o levantamento da Genial/Quaest, Flávio registra 23% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Lula soma 36%. Em um eventual segundo turno, o atual presidente venceria com 45% contra 38% do senador.
Flávio também reforçou que sua pré-candidatura foi uma escolha direta de Jair Bolsonaro e que a decisão é definitiva. Ele negou a possibilidade de recuo e afirmou que seguirá buscando unidade no campo conservador ao longo do processo eleitoral.
A pesquisa mostrou ainda que 44% dos entrevistados consideram equivocada a decisão de Jair Bolsonaro de lançar o filho como candidato à Presidência. Apesar disso, o dado indica redução da rejeição em relação ao levantamento anterior, divulgado em dezembro.
Questionado sobre possíveis tensões internas no grupo bolsonarista, o senador afirmou que não vê racha político e disse que continuará trabalhando para manter a coesão do grupo, mesmo após episódios recentes envolvendo declarações e manifestações de aliados.
Visão Bolso do Investidor
Pesquisas eleitorais no início do ciclo costumam refletir mais o retrato do momento do que o desfecho da disputa. Para o mercado, o mais relevante não é apenas quem lidera agora, mas como o cenário político pode evoluir ao longo de 2026 e quais impactos isso pode gerar sobre política fiscal, juros e confiança dos agentes econômicos. Em ano eleitoral, a volatilidade tende a ser a regra, e não a exceção.
Fontes: InfoMoney
