Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 11 de novembro de 2025

O rali da Bolsa brasileira não é exclusividade das ações. O movimento de alta também contagiou o mercado de fundos imobiliários (FIIs), que flertam com suas máximas históricas em meio ao otimismo dos investidores e ao avanço do Índice de Fundos Imobiliários (IFIX).
Na última sexta-feira (7), o IFIX fechou no maior patamar de sua história, aos 3.596,60 pontos, acumulando alta de mais de 15% em 2025. Mesmo com leve oscilação nesta terça-feira (11), o índice segue sustentado pela queda nas expectativas de juros e pela volta do apetite por renda variável.
FIIs em rali: quase 40% do índice perto do topo
Segundo levantamento do InfoMoney com dados do Status Invest, 45 dos 114 fundos que compõem o IFIX estão a menos de 3% das máximas dos últimos 12 meses, representando cerca de 40% da carteira teórica.
Dentre eles, 10 fundos estão a apenas 1% do topo, e dois — Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11) e AF Invest CRI (AFHI11) — atingiram suas máximas nesta terça-feira.
Entre os destaques do levantamento estão:
- AFHI11: R$ 95,09 (máxima histórica)
- ALZR11: R$ 10,69 (máxima histórica)
- XPML11: R$ 106,69 (-0,20% do topo)
- BTLG11: R$ 103,99 (-0,28% do topo)
- HGRU11: R$ 126,52 (-0,42% do topo)
O levantamento ainda mostra que fundos de setores variados — como logística, shoppings e escritórios — estão entre os que mais se valorizaram nos últimos meses.
O que explica a valorização dos FIIs
O avanço dos fundos imobiliários reflete o cenário de expectativa por corte da Selic a partir de 2026.
Historicamente, o mercado antecipa a redução dos juros, o que tende a aumentar a atratividade dos FIIs em relação à renda fixa.
Além disso, o fechamento da curva de juros futuros e o maior fluxo de investidores pessoa física reforçam a tendência positiva do setor.
Para os analistas, os FIIs estão reagindo à melhora nas projeções de inflação e à busca por ativos reais em um cenário de estabilidade econômica.
FIIs ainda negociam com desconto
Apesar do rali, especialistas afirmam que os fundos não estão caros.
O IFIX segue negociando abaixo do valor patrimonial médio dos FIIs, com descontos relevantes em vários segmentos:
- Fundos de recebíveis (CRIs): cerca de 7% de desconto;
- Fundos de tijolo (escritórios, shoppings, logística): aproximadamente 15%;
- Fundos de fundos (FOFs): em torno de 16%.
Essa assimetria entre preço e valor patrimonial indica que, embora muitos fundos estejam próximos de seus topos individuais, o índice como um todo ainda não atingiu seu valor justo.
Visão Bolso do Investidor
O rali dos FIIs mostra que o investidor brasileiro está retomando a confiança na renda variável, especialmente em ativos de geração de renda.
O movimento, no entanto, exige cautela: com muitos fundos próximos das máximas, a seleção de ativos deve priorizar qualidade de gestão, contratos sólidos e diversificação.
Para quem busca entrada no mercado, o momento pode oferecer boas oportunidades em fundos de tijolo e híbridos, ainda negociados com desconto.
A tendência de alta pode se sustentar enquanto as expectativas de cortes na Selic se confirmarem, mas a recomendação é manter foco no valor intrínseco e não apenas na euforia de curto prazo.
Fontes:
- InfoMoney
