Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 05 de dezembro de 2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (4) que o Brasil deverá registrar, ao final dos quatro anos do atual governo, a menor inflação da história do país. A declaração foi feita durante a 6ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, onde Haddad destacou que os índices acumulados superariam todos os períodos anteriores, incluindo Império, República Velha, Estado Novo, Plano Real e governos democráticos recentes. Segundo ele, o país vive um momento de conciliação rara entre inflação menor e desemprego em queda, com a taxa atingindo recentemente 5,4%, o menor nível da série histórica do IBGE iniciada em 2012.
O ministro afirmou que a inflação medida pelo IPCA-15, atualmente em 4,5% no acumulado de 12 meses, reflete avanços estruturais combinados com políticas de valorização do salário mínimo e estímulos ao setor produtivo. Haddad ressaltou ainda que a inflação de alimentos deve registrar a menor marca da série, importante alívio para famílias de baixa renda. Para ele, os bons resultados têm recebido pouca repercussão, apesar de avanços em infraestrutura que atingiram R$ 261 bilhões em investimentos em 2024, além do desempenho recorde da Bolsa e do fortalecimento da confiança de trabalhadores e empresários.
O ministro também comentou sobre a queda do dólar, afirmando que previsões pessimistas não se confirmaram, já que a moeda norte-americana opera próxima de R$ 5,30. Ele destacou que, mesmo diante de críticas, o governo tem promovido transparência fiscal e cumprimento das regras estabelecidas pelo arcabouço. Segundo Haddad, o déficit fiscal projetado para o mandato será 70% menor que o do governo anterior e 60% inferior ao do período anterior a ele.
A ministra Gleisi Hoffmann reforçou durante a plenária que a economia brasileira cresce de forma sustentável, com avanços em políticas sociais e industriais, incluindo iniciativas de compras públicas sustentáveis e mecanismos para reduzir o custo do crédito, como o registro eletrônico de duplicatas. Hoffmann também citou a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil como exemplo de justiça tributária, além de defender debates para o fim da jornada 6 por 1. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a retomada e ampliação de produção em montadoras, apontando recuperação na indústria automotiva como reflexo do ambiente econômico mais favorável.
Visão Bolso do Investidor
A fala de Haddad reforça um cenário de maior estabilidade econômica, com inflação e desemprego em queda e melhora gradual de indicadores estruturais. Para o investidor, um ambiente inflacionário mais controlado tende a favorecer a previsibilidade dos investimentos, reduzir volatilidade e ampliar espaço para cortes futuros de juros, elemento chave para aquecer consumo, crédito e mercado de capitais. No entanto, a trajetória fiscal continua sendo um ponto de atenção para manter a confiança do mercado e sustentar esse ciclo positivo. Assim, embora o momento seja favorável, disciplina financeira, planejamento e diversificação continuam essenciais para proteger o patrimônio e capturar oportunidades de médio e longo prazo.
Fontes: Infomoney; Agência Brasil
