Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 10 de fevereiro de 2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que não tem uma data definida para deixar o comando da equipe econômica do governo federal. A declaração foi feita durante um evento do BTG Pactual em São Paulo, onde o ministro explicou que ainda atende a pedidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de deixar o cargo.
Haddad vinha mencionando desde o fim de 2025 que esperava sair da Fazenda em janeiro ou fevereiro de 2026, com o objetivo de colaborar com a campanha à reeleição de Lula. No entanto, ele relatou que o presidente pediu mais algumas entregas antes da transição, incluindo medidas na área de segurança pública em conjunto com o Ministério da Justiça. O ministro não detalhou quais projetos estão sendo concluídos antes de sua saída.
O ministro também comentou que é possível que o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, acompanhe Lula em viagem aos Estados Unidos, onde o presidente deve encontrar o colega norte-americano Donald Trump. Essa viagem pode ser um dos fatores que influenciam a definição da transição na Fazenda.
Quando questionado sobre sua sucessão, Haddad elogiou a qualificação da equipe que integra a pasta. O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, tem sido apontado como nome forte para assumir o Ministério após a saída de Haddad, e a possibilidade de o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, migrar para a secretaria-executiva também foi citada. O ministro disse que Lula está satisfeito com os resultados da equipe econômica e elogiou os profissionais que a compõem.
Visão Bolso do Investidor
A indefinição sobre a data de saída de um ministro da Fazenda em ano eleitoral pode gerar incertezas no mercado, especialmente se houver especulações sobre mudanças de rumo na política econômica. Para investidores, transições bem planejadas e conduzidas com transparência tendem a reduzir volatilidade, enquanto rumores de saída abrupta podem influenciar expectativas de juros, câmbio e confiança nos rumos das contas públicas. A continuidade da gestão econômica até que haja um plano claro de sucessão pode contribuir para maior estabilidade no curto prazo.
Fontes: Estadão Conteúdo; InfoMoney
