Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 13 de janeiro de 2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que o governo central encerrou 2025 com déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), dentro da meta de déficit zero estabelecida para o ano, que prevê margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.
Segundo Haddad, o cálculo desconsidera despesas excluídas da contabilidade fiscal por autorização judicial. Caso sejam incluídos gastos com precatórios e indenizações a aposentados, o déficit primário chegaria a 0,48% do PIB. Ainda assim, o ministro ressaltou a trajetória de ajuste das contas públicas. “Estamos em uma trajetória de melhoria dos resultados primários a cada ano”, afirmou.
Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 serão divulgados no fim de janeiro pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central do Brasil.
Após o Tesouro apontar recentemente uma piora na trajetória da dívida pública, Haddad atribuiu o movimento principalmente ao nível elevado dos juros, e não ao desempenho primário. Ele também comentou que conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “quando ele quiser” sobre uma eventual saída do comando da pasta, tema que voltou ao debate após declarações feitas no fim de 2025.
O ministro ainda defendeu a atuação do Banco Central na liquidação do Banco Master, classificando o trabalho como robusto. Haddad destacou a relevância do caso por envolver o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), cuja capitalização conta com participação relevante de bancos públicos. “Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, o que exige máximo cuidado e respeito às formalidades”, disse.
Visão Bolso do Investidor
O resultado estimado sinaliza cumprimento formal da meta fiscal, mas o debate permanece sobre qualidade do ajuste e dinâmica da dívida, especialmente em um ambiente de juros elevados. Para investidores, a combinação entre trajetória primária, política monetária e credibilidade institucional seguirá determinante para o risco-país e para os ativos locais ao longo de 2026.
Fontes: InfoMoney
