Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 30 de janeiro de 2026

O mercado de criptomoedas, liderado pelo Bitcoin, atravessa um mês de pressão vendedora em janeiro de 2026, com quedas que reacendem o debate sobre se este é um momento de entrada ou de cautela para investidores interessados em criptoativos. Nas últimas semanas, o preço do Bitcoin caiu para níveis abaixo de US$ 90 mil, sinalizando correção após um período de forte valorização em 2025 e ampliando a volatilidade típica desse tipo de ativo de risco, que reflete tanto fatores técnicos como macroeconômicos no início do ano.
Segundo dados do mercado, o Bitcoin chegou a ser negociado abaixo de US$ 82 000 recentemente, seu menor patamar em mais de dois meses, ao mesmo tempo em que outras criptomoedas importantes como Ethereum e XRP também registraram quedas significativas na última sessão de pregões. Esse movimento de baixa foi influenciado por uma combinação de fatores, incluindo a especulação sobre a nomeação de um novo presidente do Federal Reserve nos Estados Unidos, cuja postura mais rígida de política monetária pode reduzir a liquidez global, e uma maior aversão ao risco em mercados financeiros mais amplos.
O desempenho de janeiro contrasta com momentos anteriores do início de 2026, quando o Bitcoin tentou romper a barreira dos US$ 94 mil, mas não conseguiu consolidar ganhos acima de níveis psicológicos importantes, mantendo o ativo em uma fase técnica de consolidação e correção após ciclos de alta, com movimento lateral e maior sensibilidade às condições de risco global.
As expectativas para o restante de 2026 estão divididas entre analistas e participantes do mercado. Em termos de projeções de preço, uma série de estimativas sugere cenários que vão de recuperação gradual dos níveis atuais até possibilidades de retornos mais expressivos no longo prazo, com algumas projeções indicando potencial de alta significativa ao longo do ano, enquanto outros cenários apontam para uma maior amplitude de oscilação, com suporte técnico entre US$ 75 000 e US$ 80 000 como níveis a serem observados.
O ambiente de 2026 também está marcado por debates no próprio mercado de criptoativos sobre qual papel o Bitcoin pode desempenhar em uma carteira diversificada, com algumas casas adotando abordagens mais conservadoras de alocação e integração com ativos tradicionais, enquanto outras destacam o potencial de digital assets como alternativas de longo prazo, apesar da volatilidade e dos ciclos de mercado que caracterizam esses ativos.
Visão Bolso do Investidor
A queda recente do Bitcoin em janeiro destaca um ponto central sobre criptomoedas: elas continuam sendo ativos altamente voláteis e sensíveis a fatores externos, como políticas monetárias, liquidez global e sentimento de risco dos investidores. Para quem pondera “é hora de comprar?”, a resposta não é uniforme e depende do perfil de risco e da estratégia de alocação de cada investidor. Em um cenário de incerteza, aportes regulares e diversificação podem ajudar a mitigar os efeitos de picos e quedas abruptos. Por outro lado, investidores que buscam exposição ao longo prazo podem considerar uma alocação graduada e proporcional à sua tolerância ao risco, lembrando que ativos digitais ainda não oferecem fluxo de retorno como juros ou dividendos, o que reforça a necessidade de diversificação e de análise de horizonte de investimento.
Fontes: InfoMoney
