Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 14/10/2025

Nova geração do Oracle Database traz inteligência artificial como núcleo operacional
Durante o evento Oracle AI World, realizado em Las Vegas, a empresa apresentou a nova versão do seu principal sistema corporativo: o Oracle Database 26AI, que marca uma virada histórica na estratégia da companhia.
A plataforma agora conta com inteligência artificial nativa, integrada diretamente à estrutura do banco de dados — tornando a IA parte do coração do produto, e não um módulo adicional.
Juan Loaiza, vice-presidente executivo de tecnologias de banco de dados da Oracle, destacou a simplicidade e a potência do novo modelo:
“Projetando IA e dados juntos, o Oracle AI Database torna o ‘AI for Data’ fácil de aprender e fácil de usar.”
Com essa atualização, as empresas poderão operar agentes de IA internos, que conectam dados privados a informações públicas para automatizar processos, gerar insights e executar tarefas de forma autônoma — tudo dentro do próprio ambiente de dados, sem necessidade de integrações externas.
Segurança pós-quântica: a próxima barreira de proteção digital
Além da IA, a Oracle já trabalha na incorporação de criptografia resistente à computação quântica, voltada para proteger os dados contra uma futura geração de ataques cibernéticos.
A medida antecipa um risco que especialistas vêm alertando: com o avanço dos computadores quânticos, os algoritmos de segurança atuais poderão se tornar obsoletos, tornando possível quebrar chaves criptográficas em poucos segundos.
O novo sistema da Oracle implementará criptografia pós-quântica tanto para dados em trânsito quanto em repouso, tornando-se um dos primeiros bancos de dados empresariais do mundo a oferecer essa camada dupla de proteção.
A empresa afirma que o objetivo é garantir a integridade das informações corporativas em um horizonte de longo prazo, independentemente da evolução das tecnologias de processamento.
Impacto estratégico no mercado de tecnologia
A iniciativa reforça a aposta da Oracle em um modelo “IA-first”, no qual dados, aprendizado de máquina e automação são tratados como um único ecossistema.
Essa abordagem coloca a empresa em posição de destaque frente a concorrentes como Microsoft, Google e Amazon Web Services, que ainda dependem de arquiteturas separadas entre dados e inteligência artificial.
Para o ambiente corporativo, as mudanças trazem implicações diretas:
- As companhias poderão processar e analisar dados com IA diretamente em seus bancos, sem precisar transferi-los para serviços externos.
- A segurança pós-quântica cria um novo padrão de confiabilidade corporativa e compliance internacional, especialmente em setores como finanças, defesa e saúde.
- O movimento da Oracle deve acelerar o surgimento de bancos de dados autônomos, que aprendem, se otimizam e se protegem de forma independente.
Ao unir automação inteligente e segurança de última geração, a empresa pretende redefinir o papel do banco de dados dentro da infraestrutura de TI global.
Conclusão
Com o Oracle Database 26AI, a companhia inaugura uma nova era tecnológica: a fusão entre inteligência artificial, dados e segurança quântica em um único núcleo operacional.
A estratégia mostra como inovação e proteção caminham juntas — e como empresas que antecipam disrupções tendem a ditar o ritmo do mercado.
Para o investidor, o lançamento simboliza uma mudança de paradigma: companhias que dominam a interseção entre IA, automação e segurança digital devem liderar a próxima fase da transformação tecnológica global.
