Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 16/10/2025

Introdução
A inteligência artificial (IA) está prestes a redefinir o significado de “emprego”. É essa a previsão de Danilo McGarry, especialista em IA e transformação digital. Segundo ele, em cerca de 15 anos, a maioria das profissões que conhecemos hoje terá desaparecido, dando lugar a um panorama profissional radicalmente diferente, com implicações diretas para mercado de trabalho, educação e investimento.
A visão de futuro: apenas 100 empregos no mundo
Durante sua participação no evento AI Bank Summit 2025, McGarry afirmou que, daqui a uma década, existirão apenas cerca de 100 tipos de empregos. Nesse cenário, as funções humanas serão divididas em três categorias principais: construir (criar tecnologias), ensinar (capacitar a nova geração) e operar IA (usar as ferramentas inteligentes no dia a dia).
Ele ressaltou que a IA não substitui o trabalho humano, mas exige que humanos e máquinas atuem em conjunto. “Vivemos a tempestade perfeita da tecnologia. Quem não se preparar será destruído; quem se preparar sairá mais forte”, disse McGarry.
Citando dados de mercado, ele apontou que organizações que adotam automação inteligente reportam ganhos médios de produtividade de até 30% em receita e lucratividade. Relatórios de entidades como Goldman Sachs e McKinsey estimam que a IA generativa poderá elevar o PIB global em 7% e movimentar US$ 1,3 trilhão até 2032.
Desafios da adoção da IA nas empresas
McGarry alertou que muitos erros cometidos por empresas residem no método de implantação: automatizam processos antes de otimizá-los, o que gera falhas de execução. A prioridade, segundo ele, é ajustar processos humanos primeiro, para depois inserir a IA.
Para ele, o cargo de CEO não deve liderar diretamente iniciativas de IA: é mais eficaz que a liderança esteja a cargo do diretor de tecnologia ou diretor de IA, com governança e estrutura técnica bem definidas. Sem isso, projetos tendem a falhar.
Outro ponto destacado foi a falta de comitês ou conselhos corporativos preparados para avaliar, aprovar e supervisionar projetos inovadores. McGarry afirmou que tecnologia sozinha não resolve — a cultura organizacional, governança e propósito precisam caminhar juntos.
Análise do Bolso do Investidor
A projeção de McGarry reforça que o ambiente profissional estará mais competitivo e seletivo. Para o investidor, isso indica que setores ligados à educação tecnológica, plataformas de IA e soluções de governança tendem a ser os mais beneficiados. Por outro lado, profissões tradicionais — operacionais e rotineiras — correm risco de obsolescência. A estratégia vencedora será investir em empresas que antecipem essa transição ou que ofereçam soluções de adaptação à nova realidade.
Fechamento e tendências a acompanhar
A visão de McGarry é ousada e disruptiva, mas serve de alerta estratégico. Nos próximos anos, será essencial monitorar quais mercados demonstram adoção real de IA e quais empresas estruturam governança tecnológica.
Para investidores e profissionais, o foco deverá estar em capacitação, flexibilidade e antecipação. Identificar as “100 profissões do futuro” poderá fazer a diferença entre sobreviver ou ficar para trás na nova era do trabalho.
Fontes: InfoMoney
