INSS define reajuste do piso previdenciário para 2026 e divulga calendário de pagamentos

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 06 de janeiro de 2026

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) definiu o calendário de pagamento dos benefícios para 2026 e confirmou o reajuste do piso previdenciário. Com a atualização, os valores passam a ser pagos entre os dias 26 de janeiro e 6 de fevereiro, já incorporando um aumento de 6,79%. Com isso, o piso previdenciário será elevado para R$ 1.621,00.

As datas de recebimento seguem o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador após o traço. Os pagamentos começam pelos segurados cujo cartão termina em 1 e seguem de forma escalonada até o final do cronograma.

De acordo com o INSS, aproximadamente 21,9 milhões de benefícios têm valor igual ou inferior a um salário mínimo e serão diretamente impactados pelo reajuste em 2026. Para esse grupo, o custo total da correção ao longo do ano está estimado em cerca de R$ 30,7 bilhões.

Segundo os cálculos do instituto, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo em 2026 representa um impacto fiscal de aproximadamente R$ 298,124 milhões. Os dados consideram exclusivamente os benefícios pagos pelo Fundo do Regime Geral de Previdência Social (FRGPS), não incluindo benefícios assistenciais, como o BPC/LOAS.

O aumento do piso previdenciário não afeta os benefícios acima de um salário mínimo. Esses valores serão corrigidos de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025.

A divulgação do INPC de dezembro está prevista para o dia 9 de janeiro, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentará o índice oficial que servirá de base para o reajuste dos benefícios acima do piso.

Visão Bolso do Investidor

O reajuste do piso previdenciário tem impacto direto sobre a renda de milhões de beneficiários e também sobre as contas públicas. A correção influencia o consumo das famílias, especialmente nas faixas de renda mais baixas, e pressiona o orçamento da Previdência em um contexto de desafio fiscal. Para investidores, acompanhar a dinâmica dos gastos previdenciários e seus efeitos sobre o equilíbrio fiscal é relevante, pois esse fator influencia expectativas sobre política econômica, inflação e trajetória das contas públicas ao longo do tempo.


Fontes:

  • InfoMoney
  • Estadão Conteúdo