Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 04 de fevereiro de 2026

O Itaú Unibanco (ITUB4) apresenta nesta quarta-feira (4), após o fechamento do mercado, os resultados do quarto trimestre de 2025. A expectativa predominante entre analistas é de mais um trimestre de desempenho consistente, com crescimento da carteira de crédito, rentabilidade elevada e poucas surpresas negativas.
Diferentemente de outros grandes bancos, que ainda enfrentam pontos de atenção específicos, como a recuperação do retorno sobre o patrimônio no Santander ou a inadimplência do agronegócio no Banco do Brasil, o Itaú chega à temporada de balanços com cenário mais previsível. Para o mercado, a ausência de novidades relevantes pode ser, justamente, o melhor sinal.
Estimativas compiladas pela LSEG apontam lucro líquido recorrente de R$ 12,263 bilhões no trimestre.
O JPMorgan avalia que o balanço deve vir “sem grandes surpresas”, projetando lucro recorrente próximo de R$ 12,1 bilhões e retorno sobre patrimônio (ROE) ao redor de 24%. Segundo o banco, o foco dos investidores deve estar nas projeções para 2026, especialmente no ritmo de expansão do crédito e no controle de despesas administrativas. A instituição trabalha com crescimento de crédito de 7,7%, mas ressalta que um número acima disso pode ser bem recebido pelo mercado. Já as despesas gerais e administrativas devem avançar cerca de 3,6% no ano, ligeiramente abaixo da inflação.
O Bradesco BBI tem visão semelhante e projeta lucro de R$ 12,2 bilhões, em linha com o consenso. Para a casa, o banco pode apresentar aceleração da carteira de empréstimos na comparação trimestral, ainda que a margem financeira sofra leve pressão. A expectativa é de melhora nas receitas de tarifas e manutenção da qualidade dos ativos, com despesas operacionais um pouco mais elevadas, mas ainda dentro de um patamar administrável.
O Goldman Sachs também prevê crescimento moderado do lucro, estimando alta de 1% na comparação trimestral e de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. O banco acredita em expansão gradual do ROE, que pode chegar a 23,7%, mantendo o Itaú como o banco tradicional mais rentável entre os grandes nomes do setor. A instituição ainda projeta estabilidade no custo de risco e provisões levemente maiores, mas sem deterioração relevante da carteira.
De forma geral, o consenso do mercado é de continuidade do bom momento operacional, sustentado por disciplina de crédito, controle de despesas e geração consistente de receitas, o que reforça o perfil mais defensivo do banco em um ambiente ainda marcado por incertezas econômicas.
Visão Bolso do Investidor
Para o investidor, resultados previsíveis e consistentes tendem a ser tão importantes quanto grandes surpresas positivas. Em um cenário de juros ainda elevados e maior volatilidade no mercado, bancos com rentabilidade estável, boa qualidade de crédito e geração recorrente de caixa costumam funcionar como pilares defensivos nas carteiras, oferecendo maior previsibilidade de retorno no médio e longo prazo.
Fontes:
- InfoMoney
