Itaú lucra R$ 12,3 bilhões no 4º trimestre e fecha 2025 com ganho recorde de R$ 46,8 bilhões

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 4 de fevereiro de 2026

O Itaú Unibanco registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, resultado 13,2% superior ao apurado no mesmo período do ano anterior. O desempenho ficou em linha com as estimativas do mercado, que já projetavam lucro nesse patamar. No acumulado de 2025, o banco somou lucro recorrente de R$ 46,8 bilhões, avanço de 14,1% frente a 2024, consolidando um dos melhores desempenhos de sua história recente.

Rentabilidade atinge maior nível em anos

O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) alcançou 24,4% no quarto trimestre, acima dos 22,1% registrados um ano antes e o melhor resultado desde 2015. No consolidado do ano, o ROE ficou em 23,4%, indicando forte eficiência operacional e rentabilidade elevada.

Crédito, margem e receitas sustentam desempenho

A carteira de crédito avançou cerca de 6% em 2025, apoiando a expansão da margem financeira com clientes, que cresceu 12,1% no período. A margem financeira totalizou R$ 31,5 bilhões no trimestre, com crescimento anual de 8,6%.

As receitas com prestação de serviços também subiram, atingindo R$ 12,6 bilhões, enquanto o segmento de seguros avançou 15,3%. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu controlada em 1,9%, levemente abaixo do registrado um ano antes. O índice de eficiência melhorou para 38,9%, indicando redução proporcional de custos, e o índice de Basileia encerrou o período em 15,2%, sinalizando capitalização confortável.

Projeções para 2026

Para este ano, o banco projeta crescimento entre 5% e 9% na margem financeira com clientes e estima resultado da margem com o mercado entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.

Visão Bolso do Investidor

O resultado reforça a consistência do Itaú em gerar lucro elevado, com controle de risco e forte rentabilidade. Para investidores, ROE alto, inadimplência estável e crescimento de receitas indicam resiliência mesmo em cenário de juros elevados. Bancos com eficiência operacional tendem a se beneficiar de ciclos econômicos mistos, combinando geração de caixa e distribuição de dividendos.

Fontes: Estadão Conteúdo; InfoMoney