Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 18 de janeiro de 2026

A Kings League, competição de futebol 7 criada pelo ex-jogador Gerard Piqué, prepara sua entrada no mercado dos Estados Unidos em 2026 e estuda alternativas para manter o ritmo acelerado de expansão internacional, incluindo o licenciamento do seu formato para outros países.
Em entrevista à Reuters, Piqué afirmou que a liga pretende seguir avançando para novos mercados ao redor do mundo, mas reconheceu que o crescimento acelerado exige ajustes no modelo de negócio. Segundo ele, administrar diretamente dezenas de ligas pode se tornar inviável no longo prazo, o que torna o licenciamento uma alternativa estratégica.
Criada em 2022, a Kings League combina futebol com elementos inspirados em videogames, regras próprias, partidas mais curtas, intensa interação com o público e participação ativa de influenciadores digitais e personalidades das redes sociais como donos de equipes e protagonistas dos eventos.
Expansão internacional acelerada
Desde sua criação na Espanha, a competição se expandiu rapidamente para países como Itália, Alemanha, França, México, Arábia Saudita e Brasil. No país, a Kings League realiza neste mês a Copa do Mundo da modalidade.
A expectativa é de que cerca de 40 mil pessoas acompanhem presencialmente a final entre Brasil e Chile neste sábado, no Allianz Parque, em São Paulo, evidenciando a força do formato junto ao público jovem e conectado.
O foco da organização, segundo Piqué, é consolidar a base de audiência nos mercados já abertos enquanto a liga avança de forma planejada para novas regiões.
Entrada cautelosa no mercado americano
Com lançamento nos Estados Unidos previsto para 2026, Piqué destacou que o país apresenta desafios específicos, já que o futebol não figura entre os esportes mais populares do mercado norte-americano.
“Haverá diferentes desafios, e é por isso que queremos ter tempo para pensar com muito cuidado sobre qual é a melhor maneira de fazer isso”, afirmou o ex-zagueiro durante entrevista concedida em São Paulo.
O CEO da Kings League, Djamel Agaoua, ressaltou que a versão americana da competição deve ter um peso ainda maior do entretenimento em relação ao modelo tradicional da liga.
“Não se trata apenas de o futebol ser o quarto ou quinto esporte mais popular do país, mas também de os Estados Unidos serem o ápice da cultura do entretenimento esportivo”, disse Agaoua, acrescentando que a liga provavelmente precisará investir mais nesse aspecto para se adaptar ao público local.
Licenciamento e novos esportes no radar
Além dos Estados Unidos, Piqué revelou que há forte interesse de países como Holanda, Portugal, Turquia, Coreia do Sul e Japão, além de mercados da América do Sul, como Argentina, Chile e Colômbia.
Para viabilizar essa expansão, o licenciamento do formato surge como uma solução. “Há muitos países para os quais queremos levar o produto e precisamos encontrar uma maneira. Não podemos gerenciar 30 ou 40 ligas, pois seria um pesadelo para nós como empresa”, afirmou.
A organização também avalia, no médio e longo prazo, a possibilidade de aplicar o conceito da Kings League a outros esportes. Entre as modalidades citadas estão basquete, tênis e lutas, ampliando o alcance do modelo para além do futebol.
Visão Bolso do Investidor
A estratégia da Kings League reflete uma tendência clara de negócios esportivos orientados por entretenimento, engajamento digital e escalabilidade global. Ao considerar o licenciamento do formato, a liga busca reduzir custos operacionais, acelerar a expansão e transformar seu modelo em uma plataforma replicável, semelhante ao que ocorre em franquias de mídia e esportes. Para investidores e marcas, o projeto ilustra como esporte, tecnologia e creator economy estão convergindo para criar novos ativos de alto potencial de monetização, especialmente junto ao público jovem.
Fontes:
- Infomoney
- Reuters
