Lições essenciais para investir em 2026, após um ano de extremos nos mercados

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 8 de janeiro de 2026

O ano de 2025 foi marcado por fortes ganhos nos mercados globais de ações, mesmo em meio a elevada incerteza política, tensões comerciais, avanços acelerados da inteligência artificial e mudanças profundas no sistema financeiro. A partir desse cenário, emergem três lições centrais que ajudam a orientar decisões de investimento em 2026, especialmente para investidores da América Latina.

A primeira lição é que as forças econômicas tendem a limitar os excessos políticos. Apesar de discursos e medidas mais agressivas no campo comercial e geopolítico, cadeias de suprimentos, regras de mercado e fundamentos econômicos não se ajustam de forma imediata. Mesmo episódios de volatilidade, como a reação negativa às tarifas anunciadas nos EUA em abril, foram absorvidos ao longo do ano. O desempenho do S&P 500, que encerrou 2025 com alta expressiva, reforça a resiliência dos mercados quando os fundamentos permanecem sólidos.

A segunda lição é que as chamadas “mega forças” passaram a ter peso maior do que a macroeconomia tradicional. A inteligência artificial se consolidou como o principal vetor estrutural de crescimento, influenciando investimentos, produtividade e lucros corporativos. Em 2025, a IA respondeu por parcela relevante do avanço econômico dos Estados Unidos, com destaque para investimentos em tecnologia, infraestrutura digital e novos modelos de negócio. Nesse ambiente, indicadores clássicos como inflação e política fiscal seguem relevantes, mas já não explicam sozinhos o comportamento dos ativos. Para 2026, ganha importância uma gestão ativa, focada em setores inovadores, mercados privados e estratégias capazes de capturar essas transformações.

A terceira lição está na rápida transformação do sistema financeiro global. A expansão das stablecoins, a tokenização de ativos e novos marcos regulatórios aceleraram mudanças na forma como o capital circula. Soluções digitais passaram a competir diretamente com instrumentos tradicionais, reduzindo custos, encurtando prazos de liquidação e ampliando o acesso a ativos antes restritos. Esse movimento cria oportunidades, mas também exige maior atenção a riscos regulatórios e tecnológicos.

Eventos geopolíticos recentes, como a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e o impacto direto sobre o mercado de petróleo, reforçam como choques políticos podem interagir com essas mega forças, alterando rapidamente preços de ativos financeiros e commodities.

Visão Bolso do Investidor

Para 2026, o principal aprendizado é que o investidor precisa olhar além do curto prazo. Política e ruído seguem relevantes, mas tendências estruturais, como tecnologia, inovação financeira e reorganização do comércio global, devem continuar moldando os retornos. Em um ambiente dinâmico e disruptivo, diversificação, gestão de risco e visão estratégica tendem a ser diferenciais cada vez mais importantes.

Fontes: InfoMoney