Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 14 de janeiro de 2026

O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, anunciou o pagamento de um bônus total de R$ 90 milhões aos funcionários da rede varejista. A iniciativa vai beneficiar mais de 23 mil colaboradores distribuídos em mais de 20 estados brasileiros.
Cada empregado receberá R$ 4 mil, por meio do Programa de Participação nos Resultados (PPR), com depósito previsto para esta sexta-feira (16). Segundo a empresa, o pagamento funciona como uma espécie de 14º salário e será feito com um mês de antecedência em relação ao cronograma adotado no ano passado.
De acordo com a Havan, o valor está diretamente ligado ao desempenho operacional da companhia e ao cumprimento das metas internas de vendas ao longo de 2025. Em publicações nas redes sociais, a empresa destacou que o bônus reflete o esforço coletivo das equipes e a expansão contínua da rede.
Fundada em Brusque (SC), a Havan completa 40 anos em 2026 e conta atualmente com mais de 180 unidades espalhadas pelo país. Embora a empresa ainda não tenha divulgado oficialmente os números consolidados de faturamento de 2025, estimativas de mercado apontam para uma receita bruta próxima de R$ 18 bilhões no último ano.
Histórico recente
O anúncio do bônus ocorre em meio a um histórico de controvérsias envolvendo o empresário. Em 2024, Luciano Hang foi condenado por assédio eleitoral, em decisão relacionada a ações realizadas às vésperas das eleições presidenciais de 2018. Segundo a Justiça, ele teria pressionado funcionários ao tratar do cenário político, levantando a possibilidade de demissões em massa.
À época, Hang negou irregularidades e classificou a condenação como uma decisão de viés ideológico. A empresa não informou se o episódio influenciou mudanças formais em suas políticas internas desde então.
Visão Bolso do Investidor
O pagamento antecipado de R$ 90 milhões em bônus evidencia uma estratégia clara de retenção de talentos e alinhamento de incentivos em um ambiente econômico ainda desafiador, marcado por juros elevados e consumo seletivo.
Do ponto de vista empresarial, iniciativas desse tipo reforçam a cultura de meritocracia e podem contribuir para ganhos de produtividade e engajamento, especialmente em um setor intensivo em mão de obra como o varejo físico. Em um cenário de competição acirrada por margens e eficiência operacional, valorizar o capital humano torna-se um diferencial estratégico.Para o investidor e o empreendedor, o caso ilustra como empresas com geração de caixa consistente conseguem transformar resultados operacionais em instrumentos de motivação interna, mesmo sem recorrer a cortes ou retração. Ao mesmo tempo, mostra que políticas de participação nos lucros exigem disciplina financeira, previsibilidade de receitas e controle de custos, pilares fundamentais para negócios que buscam crescimento sustentável no longo prazo.
Fontes: InfoMoney
