Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 09 de janeiro de 2026

Em meio às discussões sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master e à atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) no caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve uma conversa telefônica, anteontem, com o presidente da Corte de Contas, ministro Vital do Rêgo Filho.
Segundo interlocutores, a ligação foi descrita como informal, característica de conversas de início de ano, e não teve caráter deliberativo. De acordo com relatos atribuídos ao próprio ministro, o diálogo abrangeu diversos temas e não teve foco exclusivo na situação envolvendo o Banco Master.
Durante a conversa, Lula comentou sobre o cenário econômico e questões relacionadas ao mercado, além de mencionar a intenção de reduzir o número de viagens em 2026 em função do calendário eleitoral. Segundo o relato, o presidente avaliou que o ano exigirá maior presença em Brasília.
Ainda conforme as informações repassadas por Vital do Rêgo a interlocutores, o tema do Banco Master foi tratado apenas de forma geral. O ministro teria feito questão de enfatizar que não houve qualquer pedido, sugestão ou sinalização por parte do presidente da República sobre expectativas em relação à atuação do TCU no caso. O diálogo, segundo ele, não envolveu cobranças nem orientações, e Lula teria demonstrado compreensão quanto à independência do tribunal.
Na quinta-feira, o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, decidiu suspender a inspeção presencial no Banco Central que havia sido determinada anteriormente para apurar os procedimentos adotados na liquidação do Banco Master. Na decisão assinada ontem, o ministro também encaminhou o caso para apreciação do plenário da Corte.
Ao justificar a medida, Jhonatan de Jesus afirmou que a “dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte”, recomenda que o tema seja analisado pelo plenário. Segundo ele, essa instância é a mais adequada para “estabilizar institucionalmente a matéria”.
Até o momento, não há data definida para que o plenário do TCU examine o caso. O tribunal encontra-se em recesso até o fim do mês.
Visão Bolso do Investidor
O episódio envolvendo o Banco Master e a atuação do TCU destaca a sensibilidade institucional de processos de liquidação no sistema financeiro. A decisão de submeter o caso ao plenário busca reduzir ruídos e reforçar a previsibilidade das decisões, aspecto relevante para a confiança no arcabouço regulatório. Para investidores, a clareza sobre os papéis de cada instituição e a preservação da autonomia dos órgãos de controle são fatores importantes na avaliação do ambiente de risco e de estabilidade do mercado financeiro.
Fontes:
- InfoMoney
- O Globo
