Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 10 de dezembro de 2025

A reformulação do processo de habilitação no Brasil abriu espaço para um novo modelo de formação de condutores, permitindo que candidatos escolham entre autoescolas tradicionais ou instrutores autônomos credenciados. A mudança, parte do programa “CNH do Brasil”, promete mais concorrência no setor e tende a reduzir custos para quem deseja obter a Carteira Nacional de Habilitação.
Segundo o governo federal, o objetivo é modernizar um sistema que, por muitos anos, impôs barreiras financeiras a milhões de brasileiros. A estimativa da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) é de que cerca de vinte milhões de pessoas dirigem sem habilitação no país, em grande parte devido ao alto custo do processo tradicional.
Como se tornar instrutor autônomo
Para atuar como instrutor autônomo, o profissional deve ser credenciado na Senatran e receber autorização dos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). O Ministério dos Transportes oferece gratuitamente, e de forma digital, o curso de formação necessário para quem deseja ingressar na atividade.
As exigências incluem ter pelo menos vinte e um anos, possuir habilitação há no mínimo dois anos na categoria em que pretende instruir, ter concluído o ensino médio, não ter cometido infrações gravíssimas nos últimos doze meses e possuir formação específica no curso de instrutor.
É obrigatório contratar um instrutor autônomo?
Com as novas regras, a contratação de instrutor autônomo não é obrigatória. O aluno tem liberdade total para escolher entre:
• seguir pelo modelo tradicional, contratando uma autoescola;
• optar por um instrutor autônomo credenciado;
• combinar ambos, conforme sua necessidade;
• ou até praticar por conta própria, desde que cumpra as etapas formais (exames, biometria, avaliação teórica e prova prática).
O curso teórico, disponibilizado gratuitamente pelo governo por meio do aplicativo CNH do Brasil, passa a ser requisito obrigatório para todos, mas não exige carga horária mínima nem presença em autoescolas.
Vantagens financeiras do novo modelo
A flexibilização traz impacto direto no bolso do futuro motorista. O governo estima que os custos totais para tirar a CNH podem cair em até oitenta por cento. Entre os fatores que contribuem para essa redução estão a gratuidade do curso teórico, o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas e a possibilidade de o aluno utilizar seu próprio veículo nas aulas práticas, o que diminui despesas adicionais.
Além disso, instrutores autônomos tendem a oferecer preços mais competitivos por não terem a estrutura fixa e os custos operacionais de uma autoescola tradicional. A concorrência ampliada também deve pressionar o mercado a reduzir valores e melhorar a qualidade do serviço.
Para o governo, a mudança busca ampliar o acesso à habilitação, formalizar trabalhadores e fortalecer a cadeia produtiva do transporte, permitindo que mais motoristas ingressem no mercado com menor barreira financeira.
Visão Bolso do Investidor
A abertura para instrutores autônomos representa um avanço na democratização do acesso à CNH e evidencia como a redução de barreiras regulatórias pode gerar eficiência de mercado. Do ponto de vista financeiro, a medida alivia o orçamento de milhões de famílias e cria uma nova oportunidade de renda para profissionais qualificados. A concorrência trazida pelo novo modelo tende a equilibrar preços, melhorar serviços e estimular a formalização, fatores que, somados, promovem a inclusão econômica e ampliam a mobilidade social. Para quem busca otimizar gastos e planejar melhor o futuro, entender o impacto dessa mudança é fundamental.
Fontes: InfoMoney
