Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 29 de novembro de 2025

O ouro encerrou esta sexta-feira (28) em forte alta pela quinta sessão consecutiva, enquanto a prata teve um salto impressionante de mais de 6%, renovando máximas históricas. O movimento ocorre em meio à crescente expectativa de que o Federal Reserve reduza os juros na reunião marcada para 10 de dezembro.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York, o ouro para fevereiro subiu 1,25%, fechando a US$ 4.254,90 por onça-troy. Já a prata para março avançou 6,63%, atingindo US$ 57,163 por onça-troy e chegando a bater US$ 57,245 durante o dia. O ouro acumulou ganhos de 4,30% na semana e 6,46% no mês, enquanto a prata alcançou o maior patamar diário de sua história.
Analistas do Commerzbank afirmam que o avanço dos metais está diretamente ligado ao otimismo sobre o corte de juros nos EUA. Dirigentes do Federal Reserve adotaram nesta semana um tom mais dovish, aumentando a probabilidade de flexibilização monetária. Segundo monitoramento do CME Group, a chance de um corte de 25 pontos-base em dezembro chegou a perto de 87%.
Apesar do rali, o pregão também registrou volatilidade e baixa liquidez no período da manhã por conta de uma paralisação de várias horas na Comex. Ainda assim, o sentimento de mercado permaneceu fortemente positivo.
Um relatório divulgado pelo Goldman Sachs nesta sexta-feira reforçou o otimismo ao apontar que muitos investidores acreditam que o ouro pode atingir US$ 5.000 até o fim de 2026. O metal precioso já acumula valorização de 58,6% no ano e ultrapassou a marca histórica de US$ 4.000 pela primeira vez em 8 de outubro.
Visão Bolso do Investidor
O movimento recente reforça o papel dos metais preciosos como proteção em períodos de incerteza econômica e transição de política monetária. Com o mercado apostando em cortes de juros nos EUA, ativos como ouro e prata tendem a se valorizar pela menor atratividade dos rendimentos de curto prazo e pelo aumento da busca por segurança.
Para o investidor brasileiro, o rali dos metais pode representar oportunidades de diversificação, mas é importante observar que trata-se de ativos de volatilidade relevante, especialmente no caso da prata. Antes de considerar uma exposição, é essencial ter uma reserva de emergência montada, além de uma estratégia clara de alocação que evite decisões impulsivas baseadas em movimentos de curto prazo.
Fontes: Estadão Conteúdo
