Ouro e prata sobem com incertezas globais e voltam ao radar dos investidores

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 18 de fevereiro de 2026

Ouro e prata voltaram ao centro das atenções do mercado financeiro em meio a um cenário global marcado por incertezas geopolíticas, volatilidade cambial e mudanças nos ciclos de juros. A recente valorização dos metais tem levado investidores a questionarem se este é o momento adequado para ampliar a exposição nas carteiras.

Segundo Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP, os metais preciosos possuem função estrutural dentro de portfólios por apresentarem baixa correlação com outros ativos. Essa característica permite que atuem como proteção em diferentes fases do mercado.

Proteção em ambientes incertos

Especialistas destacam que, em períodos de instabilidade econômica e política, a busca por ativos reais tende a crescer. Ouro e prata costumam ser procurados não apenas por potencial de retorno, mas principalmente pela preservação de patrimônio.

Danilo Gabriel, gestor da XP Asset, afirmou que a exposição pode ser feita por meio de fundos indexados aos metais, o que elimina a necessidade de custódia física e facilita o acesso para investidores de diferentes perfis.

Relatórios do mercado também indicam correlação entre a valorização do ouro e momentos de enfraquecimento do dólar, associados à expansão fiscal de grandes economias e ao aumento do endividamento global.

Papel na diversificação da carteira

Analistas reforçam que a função principal dos metais preciosos não é a especulação de curto prazo, mas a diversificação estrutural. Como são precificados em dólar, a decisão de investir pode incluir ou não proteção cambial, dependendo da estratégia do investidor.

Plataformas de investimento já permitem exposição a ouro e prata com valores iniciais baixos, ampliando o acesso a esse tipo de ativo mesmo para pequenos investidores.

Visão Bolso do Investidor

Ouro e prata costumam ganhar destaque em momentos de incerteza econômica, inflação elevada ou riscos geopolíticos. Esses ativos historicamente funcionam como reserva de valor e instrumento de proteção de carteira.

Investidores tendem a utilizá-los como complemento à renda variável e à renda fixa, reduzindo a volatilidade geral do portfólio. O movimento recente reforça a importância da diversificação diante de cenários macroeconômicos imprevisíveis.

Fontes: InfoMoney