Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 22 de janeiro de 2026

O ouro encerrou a sessão desta quinta-feira em alta e ampliou a trajetória de alta iniciada nos últimos pregões, impulsionado pela busca de investidores por ativos considerados refúgio diante de um cenário marcado por tensões geopolíticas e incertezas quanto a políticas comerciais internacionais. O metal precioso tem registrado níveis próximos a máximas históricas e sustentado a preferência de mercado por proteção em períodos de instabilidade, segundo dados de agências internacionais e de mercado.
A dinâmica de alta tem sido atribuída à persistente volatilidade e preocupações em relação ao plano do governo dos Estados Unidos envolvendo a Groenlândia e potenciais ameaças tarifárias, fatores que reforçam a percepção de risco e empurram investidores em direção ao ouro e outros ativos considerados seguros. Além disso, um cenário de dólar mais fraco e expectativas de que bancos centrais mantenham ou reduzam taxas de juros também ajudam a sustentar a demanda pelo metal, que vem ganhando posições em carteiras de proteção globalmente.
O rali recente não se limita ao ouro: outros metais preciosos, como a prata e a platina, também têm acompanhado essa tendência de alta em diversas praças internacionais, refletindo um movimento mais amplo de busca por proteção em ativos tangíveis no curto prazo. Apesar de episódios isolados de redução de aversão ao risco após declarações políticas ou negociações diplomáticas, o sentimento predominante no mercado segue favorável à alocação em metais diante da continuidade dos fatores de incerteza internacional.
Visão Bolso do Investidor
O desempenho do ouro, com fechamentos em alta e extensão de seu rali, é um exemplo clássico de como a incerteza geopolítica e econômica influencia decisões de mercado, levando investidores a buscar segurança em ativos que tendem a preservar valor em momentos de volatilidade. Para investidores, acompanhar movimentos em ativos como ouro e prata ajuda a calibrar estratégias de diversificação e de proteção de patrimônio, especialmente em contextos em que fatores externos, como tensões comerciais ou instabilidade internacional, podem gerar oscilações nos mercados financeiros. Embora o ouro não pague rendimento direto como juros ou dividendos, sua função como reserva de valor continua relevante em períodos de risco elevado, oferecendo um ponto de equilíbrio dentro de portfólios mais amplos.
Fontes: InfoMoney
