Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 29 de janeiro de 2026

Os preços do ouro ultrapassaram a marca de US$ 5.500 nesta quinta-feira (29), alcançando um novo recorde histórico, em um movimento acompanhado pela alta do petróleo. A valorização ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a ameaçar o Irã em meio às disputas envolvendo o programa nuclear do país.
Durante as negociações na Ásia, o metal precioso avançou mais de US$ 300, atingindo US$ 5.588,71. O movimento ganhou força depois que Trump afirmou que o Irã deveria negociar um acordo sobre seu programa nuclear, que, segundo países ocidentais, teria como objetivo o desenvolvimento de armas atômicas.
O presidente norte-americano utilizou sua plataforma Truth Social para pressionar as autoridades iranianas a retomarem negociações, alertando que “o próximo ataque será muito pior”. A declaração fez referência a um ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos em junho do ano passado.
Paralelamente, os Estados Unidos enviaram uma frota de dez navios de guerra para o Oriente Médio, reforçando a presença militar na região após a chegada do porta-aviões USS Abraham Lincoln. Em resposta, autoridades iranianas advertiram que reagirão a qualquer ação militar de Washington contra o território do país.
Segundo o analista de mercado Stephen Innes, a forte valorização do ouro reflete a perda de confiança na previsibilidade das políticas globais. Para ele, quando essa confiança enfraquece, o ouro deixa de atuar apenas como proteção tradicional e passa a ser visto como uma alternativa. Innes ressalta que o movimento atual não está associado ao temor de recessão, mas sim à instabilidade política e geopolítica.
A escalada das tensões também impactou o mercado de energia. Os preços do petróleo avançaram, com o West Texas Intermediate alcançando o nível mais alto desde setembro e o Brent atingindo patamares não vistos desde agosto. O movimento reflete preocupações com o fornecimento de petróleo bruto a partir do Oriente Médio, região estratégica para o mercado global.
Enquanto isso, os mercados acionários asiáticos operavam em queda na abertura. Bolsas de importantes centros financeiros, como Tóquio, Hong Kong, Xangai, Sydney, Jacarta e Seul, registraram recuos expressivos, refletindo o aumento da aversão ao risco no cenário internacional.
Visão Bolso do Investidor
A disparada do ouro e a alta do petróleo evidenciam como as tensões geopolíticas podem alterar rapidamente o comportamento dos mercados globais. Para investidores, movimentos desse tipo reforçam o papel dos ativos considerados proteção em momentos de incerteza, ao mesmo tempo em que aumentam a volatilidade em bolsas e commodities. A evolução do cenário no Oriente Médio tende a seguir como um fator relevante para preços de energia, inflação e fluxo de capitais nos próximos períodos.
Fontes:
- InfoMoney
- Agência O Globo
