Ouro rompe barreira histórica e ultrapassa US$ 4.100: entenda os motivos da disparada

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 13/10/2025

O mercado global de metais preciosos registrou um novo marco nesta segunda-feira (13), quando o ouro ultrapassou pela primeira vez o valor de US$ 4.100 por onça, consolidando um dos maiores ralis da história recente. O movimento reflete uma combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos que reforçam o papel do metal como ativo de proteção em tempos de incerteza.

Por volta das 13h17 (horário de Brasília), o ouro à vista subia 2,4%, sendo cotado a US$ 4.114,31 por onça, após atingir um pico intradiário de US$ 4.116,77. Já os contratos futuros para dezembro avançavam 3,3%, chegando a US$ 4.133,90. No acumulado do ano, a valorização chega a 56%, resultado de um forte fluxo de capitais em direção ao metal.

Principais fatores por trás da alta

Entre os principais motores dessa disparada está o aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que reacendeu o apetite dos investidores por ativos considerados seguros. Além disso, há expectativas quase unânimes de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), o que reduz o custo de oportunidade de manter ouro na carteira e amplia sua atratividade.

Outro ponto decisivo é o volume recorde de compras por bancos centrais, especialmente em países emergentes, além da demanda crescente por ETFs lastreados em ouro. O cenário global de instabilidade econômica, somado às incertezas políticas e fiscais, também tem impulsionado a busca por ativos de refúgio.

Analistas de mercado destacam que, com os juros em trajetória de queda e a inflação ainda persistente, o ouro tende a se manter valorizado. Alguns especialistas, como Phillip Streible, estrategista-chefe da Blue Line Futures, estimam que o metal possa alcançar US$ 5.000 até o fim de 2026, caso o ambiente de políticas monetárias acomodatícias continue.

Impactos e próximos passos

O novo recorde reforça o status do ouro como peça fundamental de diversificação e proteção patrimonial em portfólios globais. Investidores institucionais e individuais devem acompanhar de perto os próximos movimentos do Fed e o desdobramento das tensões geopolíticas, fatores que seguirão determinando a trajetória do metal.

Se as projeções de cortes de juros se confirmarem, o ouro poderá conquistar novos patamares e consolidar-se como um dos ativos mais rentáveis de 2025, marcando um ciclo histórico de valorização.


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