Pedidos contra Toffoli aumentam, mas Senado não deve avançar com impeachment

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 18 de fevereiro de 2026

Mesmo com o crescimento da pressão política contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, o Senado não deve dar andamento a pedidos de impeachment. Segundo apuração da Folha de S.Paulo, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, tem indicado a interlocutores que a probabilidade de abertura de processo é considerada inexistente.

Atualmente, há dez requerimentos protocolados contra o ministro, sendo quatro relacionados ao caso do Banco Master e apresentados já em 2026. O mais recente partiu da bancada do partido Novo.

Receio de crise institucional

De acordo com relatos de bastidores, a avaliação dentro do Senado é de que abrir um processo contra um ministro do STF poderia criar um precedente institucional difícil de controlar, ampliando tensões entre os Poderes.

A pressão aumentou após a Polícia Federal identificar mensagens no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas quais o nome de Toffoli foi citado. Apesar disso, a decisão do ministro de deixar a relatoria da investigação envolvendo a instituição é vista por parte dos parlamentares como fator que pode reduzir a intensidade da crise.

Um senador próximo à presidência da Casa afirmou que a tendência é de arrefecimento do caso, desde que não surjam novos fatos relevantes.

Ambiente político

Mesmo entre integrantes da oposição, há avaliação de que existe um movimento de contenção institucional para evitar escalada política. A leitura predominante é de que a crise deve permanecer dentro de limites considerados administráveis no cenário atual.

Visão Bolso do Investidor

Conflitos institucionais entre Poderes costumam ser acompanhados de perto pelo mercado financeiro por influenciarem a percepção de risco político do país.

A estabilidade institucional é um dos fatores observados por investidores estrangeiros e pode impactar câmbio, juros e fluxo de capital, especialmente em economias emergentes como a brasileira.

Fontes: InfoMoney