Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 6 de novembro de 2025

A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou nesta quinta-feira (6) que o Conselho de Administração aprovou o pagamento de R$ 12,16 bilhões em dividendos intercalares, o que equivale a R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial em circulação. O comunicado foi feito ao mercado junto à divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25).
De acordo com a companhia, o valor proposto segue a política de remuneração aos acionistas vigente, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre sempre que o endividamento bruto estiver igual ou abaixo do limite máximo estabelecido no Plano Estratégico em vigor — atualmente de US$ 75 bilhões.
A estatal destacou que a decisão “reflete a solidez financeira e o compromisso com a sustentabilidade de longo prazo, conciliando a geração de valor para os acionistas com a disciplina de capital”.
Pagamento em duas parcelas
Os dividendos serão pagos em duas parcelas, com desembolsos previstos para fevereiro e março de 2026, conforme cronograma abaixo:
- Primeira parcela: R$ 0,47160378 por ação ordinária e preferencial, com pagamento em 20 de fevereiro de 2026;
- Segunda parcela: R$ 0,47160377 por ação ordinária e preferencial, com pagamento em 20 de março de 2026.
Terão direito ao provento os acionistas com posição registrada até 22 de dezembro de 2025 (“data com”). A partir de 23 de dezembro, os papéis da Petrobras serão negociados ex-dividendos na B3.
Para os detentores de ADRs (American Depositary Receipts) negociados na Bolsa de Nova York (NYSE), a record date será 26 de dezembro de 2025, com pagamentos a partir de 27 de fevereiro e 27 de março de 2026, respectivamente.
A companhia informou que a definição da forma de distribuição — se integralmente como dividendos ou parcialmente como juros sobre capital próprio (JCP) — será confirmada até 11 de dezembro de 2025.
Visão Bolso do Investidor
A nova rodada de dividendos reforça a atratividade da Petrobras como empresa de distribuição consistente de lucros, especialmente entre investidores que buscam renda passiva via proventos.
Com um payout elevado e política atrelada ao controle do endividamento, a estatal demonstra comprometimento com o equilíbrio financeiro, mesmo em meio às variações do preço do petróleo e aos desafios de gestão pública.
Para o investidor, o pagamento bilionário reforça o papel da Petrobras como referência em retorno sobre fluxo de caixa e destaca a importância de acompanhar as definições futuras sobre forma de distribuição (dividendos ou JCP), que podem impactar a tributação final dos rendimentos.
Fontes:
- InfoMoney
