Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 6 de fevereiro de 2026

Os mercados de commodities registraram forte queda nesta quinta-feira, em um movimento amplo de liquidação que atingiu metais preciosos, energia e matérias-primas industriais. A prata liderou as perdas, com recuo superior a 9%, acompanhando a reversão do fluxo que anteriormente favorecia ativos considerados proteção.
Ao longo do dia, a prata chegou a cair até 15% nas mínimas do pregão, refletindo a saída de investidores após semanas de valorização intensa. No fechamento, o metal recuava 9,10%, negociado próximo de US$ 75,38. O ouro também perdeu força, com baixa de 1,5%, enquanto o petróleo Brent caía cerca de 2%, em torno de US$ 68 por barril.
Alívio geopolítico reduz busca por proteção
O recuo das cotações ocorreu após sinais de diminuição das tensões internacionais. Estados Unidos e Irã concordaram em retomar negociações diplomáticas, e uma conversa considerada positiva entre líderes dos Estados Unidos e da China ajudou a reduzir o prêmio de risco geopolítico que vinha sustentando preços elevados de metais e energia. Com a diminuição da procura por ativos tangíveis como proteção, parte do capital especulativo deixou o mercado, ampliando as quedas.
Dólar forte pressiona preços
Outro fator relevante foi a valorização do Dólar dos Estados Unidos, que atingiu o maior nível em duas semanas. Um dólar mais forte encarece commodities cotadas na moeda americana para compradores de outros países, reduzindo a demanda e pressionando os preços. Analistas apontaram que a combinação de baixa liquidez e vendas em cascata intensificou o movimento negativo, criando um efeito de retroalimentação nas perdas.
Metais e energia devolvem ganhos recentes
Os metais preciosos vinham de máximas históricas recentes. Na semana anterior, o ouro havia atingido recorde acima de US$ 5.500 por onça, enquanto a prata também renovara picos. A correção atual é vista por parte do mercado como ajuste após esse rali.
O cobre também recuou, refletindo preocupações com a demanda global e aumento de estoques na Bolsa de Metais de Londres, enquanto o minério de ferro registrou queda pressionado por estoques elevados. Na contramão, a soja avançou, sustentada por expectativas de compras chinesas.
Visão Bolso do Investidor
Movimentos bruscos em commodities mostram como esses mercados são sensíveis a mudanças no cenário geopolítico, no dólar e no fluxo especulativo. Para investidores, quedas acentuadas após fortes altas podem representar tanto correções técnicas quanto oportunidades seletivas, dependendo dos fundamentos de oferta e demanda. A volatilidade reforça a importância de diversificação e gestão de risco ao investir em ativos ligados a metais e energia.
Fontes: Reuters; InfoMoney
