Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 25 de fevereiro de 2026

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados iniciou a tramitação da proposta de emenda à Constituição que modifica o regime de trabalho conhecido como escala 6×1, no qual o trabalhador atua por seis dias consecutivos com um dia de descanso. O deputado Paulo Azi foi designado relator do texto. A comissão avaliará apenas a admissibilidade jurídica e constitucional da proposta. Nessa etapa não há discussão do conteúdo, mas sim se a matéria pode ou não prosseguir no Congresso. A indicação foi anunciada pelo presidente da Câmara.
Caso o parecer seja favorável, a proposta seguirá para uma comissão especial, onde os parlamentares poderão debater o mérito e sugerir alterações. Somente após essa fase o texto poderá ser votado no plenário da Câmara dos Deputados.
Tramitação e debates
O relator ainda não definiu prazo para apresentar o relatório, mas a expectativa dentro da comissão é que o parecer seja elaborado após consultas às bancadas parlamentares. A previsão é de que a matéria avance ainda em março.
A discussão sobre mudanças na jornada semanal tem mobilizado diferentes grupos. Centrais sindicais defendem a alteração, enquanto representantes do setor empresarial demonstram preocupação com possíveis efeitos sobre custos operacionais e produtividade.
O avanço da proposta ocorre em um período de maior debate público e político, com parlamentares buscando posicionamento em temas de impacto social em meio ao calendário eleitoral.
Visão Bolso do Investidor
Alterações na legislação trabalhista podem influenciar diretamente o custo das empresas e a dinâmica do mercado de trabalho. Mudanças na jornada semanal tendem a impactar produtividade, necessidade de contratações e despesas operacionais.
Para investidores, setores intensivos em mão de obra costumam ser mais sensíveis a esse tipo de medida. Dependendo da regulamentação final, a proposta pode afetar margens empresariais, preços ao consumidor e indicadores de emprego e renda na economia.
Fontes: Agência O Globo; InfoMoney
