Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 21 de fevereiro de 2026

O fundo imobiliário RBVA11 (Rio Bravo Renda Varejo) concluiu a venda de uma agência bancária localizada em São Gonçalo (RJ), locada ao Santander, por R$ 7 milhões. A operação encerra definitivamente a presença do fundo na cidade fluminense e faz parte do processo de reciclagem de portfólio adotado pela gestão.
O valor negociado ficou 5,3% acima do laudo patrimonial vigente, indicando ganho de capital na transação.
Retorno do investimento
O ativo permaneceu no portfólio por 13 anos e gerou uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 10,65% ao ano, equivalente a aproximadamente CDI + 1% ao ano no período.
Do valor total:
– R$ 4 milhões foram pagos à vista
– R$ 3 milhões serão recebidos de forma parcelada
Segundo a gestora, essa estrutura combina reforço imediato de caixa com previsibilidade de fluxo financeiro nos próximos meses.
Estratégia de reciclagem de ativos
A venda integra um movimento mais amplo iniciado em 2019. Desde então, o RBVA11 já realizou 30 alienações, totalizando R$ 291,8 milhões em vendas.
Nos últimos seis meses, três imóveis foram vendidos na região de São Gonçalo, encerrando a exposição geográfica do fundo ao município.
De acordo com o gestor Alexandre Rodrigues, a reciclagem ocorre quando a administração identifica oportunidades de realocar o capital em ativos ou regiões mais eficientes para geração de renda.
Impacto nos dividendos
Mesmo após a venda, o fundo manteve o guidance de distribuição de R$ 0,09 por cota ao mês para o semestre corrente, respeitando a política de distribuir ao menos 95% do lucro apurado em regime de caixa.
Na prática, isso significa que a transação não deve reduzir a renda imediata do cotista e pode até abrir espaço para aquisições mais rentáveis no futuro.
Visão Bolso do Investidor
A reciclagem de portfólio é um dos principais sinais de gestão ativa em fundos imobiliários. Quando bem executada, ela troca ativos maduros, com menor potencial de valorização, por novas oportunidades capazes de manter ou ampliar os dividendos. Para o cotista, o mais importante não é o número de imóveis, mas a qualidade do fluxo de caixa gerado por eles.
Fontes:
- InfoMoney
