Saiba quais documentos separar para fazer o Imposto de Renda 2026

Escrito por: Equipe Bolso do Investidor
Data da publicação: 01 de Fevereiro de 2026

A temporada de declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 já está em andamento, e contribuintes que precisam prestar contas à Receita Federal devem organizar com antecedência os documentos exigidos para evitar erros, omissões ou perda de prazos. A lista de comprovantes e informações é ampla e varia conforme as fontes de renda, tipo de bens e investimentos, e deduções que cada contribuinte pretende declarar ao longo do processo.

Entre os principais documentos que o contribuinte deve reunir estão os informes de rendimentos fornecidos por empregadores, instituições financeiras, administradoras de cartões e plataformas de investimentos. Esses informes contêm valores de salários, pró-labore, aluguéis, rendimentos de aplicações financeiras, rendimentos isentos e tributáveis e outros itens que integram a base de cálculo do imposto devido. Pessoas que recebem aposentadoria, pensão ou benefícios previdenciários também devem solicitar informes específicos emitidos pelo órgão pagador para registrar corretamente essas entradas de recursos.

Despesas que podem gerar deduções legais também exigem documentos comprobatórios. É importante reunir recibos e comprovantes de despesas médicas, odontológicas, de educação, de pagadores de pensão alimentícia ou de investimentos em previdência privada, quando aplicáveis. Para quem tem dependentes, dados pessoais e documentos de cada dependente também precisam ser organizados, assim como comprovantes de despesas que possam ser incluídas na declaração para diminuir o imposto a pagar ou aumentar a restituição.

Quem possui bens e direitos, como imóveis, veículos ou investimentos em renda fixa, ações e fundos, precisa ter à mão informações detalhadas sobre esses ativos. Isso inclui dados de compra e venda, evolução patrimonial e saldos em 31 de dezembro de 2025, que serão usados para preencher os campos correspondentes na declaração, inclusive em casos de alienações ou transferências ocorridas ao longo do ano-calendário anterior.

Investidores tendem a enfrentar uma parte mais complexa da declaração quando lidam com renda variável, como ações ou fundos imobiliários, e com criptoativos, como Bitcoin e outras moedas digitais. Para esses casos, é fundamental ter extratos e relatórios emitidos pelas corretoras ou plataformas onde as operações foram realizadas, incluindo notas de corretagem, histórico de operações de compra e venda e documentação fiscal que comprove custos, taxas e resultados das transações.

Visão Bolso do Investidor

Organizar os documentos do Imposto de Renda com antecedência é uma prática que reduz a chance de erros, economiza tempo e minimiza a possibilidade de cair na malha fina da Receita Federal. Para contribuintes que investem, em especial, é essencial mapear com clareza todas as fontes de rendimentos e os saldos de ativos no final de 2025, pois omissões ou discrepâncias podem gerar inconsistências que exigem correções posteriores. Além disso, manter um arquivo estruturado com informes de rendimentos, comprovantes de despesas dedutíveis e extratos de investimentos ao longo do ano pode facilitar a declaração futura e reduzir o estresse associado ao prazo de entrega.

Fontes: InfoMoney